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Larissa Manoela fala sobre endometriose e reforça a importância do cuidado com a saúde feminina

Larissa Manoela já falou publicamente sobre conviver com um diagnóstico que afeta milhões de mulheres no mundo: a endometriose. A atriz revelou que descobriu a condição após exames detalhados, trazendo visibilidade a uma doença crônica que, apesar de comum, ainda é cercada por desinformação e demora no diagnóstico. O tema voltou a ganhar destaque após uma médica explicar os impactos e alertar sobre os principais sintomas.

A endometriose é caracterizada pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo atingir ovários, trompas, intestino, bexiga e até regiões mais distantes, como pulmões e diafragma. Essa condição inflamatória provoca reações no organismo, especialmente durante o ciclo menstrual, quando o tecido responde aos hormônios femininos, gerando dor e outros desconfortos importantes.

No caso de Larissa Manoela, além da endometriose, também foi identificado o diagnóstico de ovário policístico, o que torna o acompanhamento médico ainda mais essencial. A atriz já relatou que o momento do diagnóstico foi assustador e emocionalmente desestabilizador, algo comum entre mulheres que recebem essa confirmação, principalmente por se tratar de uma doença sem cura definitiva.

Os sintomas da endometriose podem variar bastante de mulher para mulher. Muitas apresentam dores pélvicas intensas, cólicas menstruais incapacitantes, alterações intestinais e urinárias durante o período menstrual, além de fadiga constante, náuseas e sensação de inchaço abdominal. Em alguns casos, a infertilidade pode ser uma consequência da progressão da doença.

Um dos maiores desafios é que há mulheres que não apresentam sintomas evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce. Isso faz com que muitas convivam por anos com a doença sem saber, tratando apenas a dor de forma pontual, sem investigar a causa. Por isso, a atenção aos sinais do corpo e a busca por exames detalhados são fundamentais.

Embora não exista cura definitiva para a endometriose, há diversas formas de tratamento capazes de controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida. O objetivo principal é reduzir a ação do estrogênio, hormônio que estimula o crescimento do tecido endometrial fora do útero, diminuindo assim a inflamação e a dor.

Entre as abordagens citadas por especialistas estão o uso de progesterona micronizada bioidêntica, associada a medicamentos com ação antiestrogênica, além de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor. Em situações mais graves, a cirurgia pode ser indicada para remover focos da doença e aliviar os sintomas persistentes.

Além do tratamento medicamentoso, mudanças no estilo de vida são consideradas essenciais no controle da endometriose. Uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e fisioterapia pélvica ajudam a reduzir inflamações e melhorar o bem-estar geral. O cuidado não se limita apenas ao físico, mas envolve o corpo como um todo.

O apoio psicológico também tem papel importante no tratamento, já que conviver com uma doença crônica pode impactar a saúde mental, a autoestima e as relações pessoais. O acolhimento emocional ajuda as pacientes a lidarem melhor com o diagnóstico, com as limitações impostas pela dor e com possíveis frustrações relacionadas à fertilidade.

Ao compartilhar sua experiência, Larissa Manoela contribui para ampliar o debate sobre a endometriose e reforça a importância do diagnóstico precoce. Falar sobre o tema ajuda a quebrar tabus, incentiva outras mulheres a buscarem ajuda médica e mostra que, mesmo sem cura, é possível viver com mais qualidade por meio de tratamento adequado e informação.

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