Alexandre Frota rebate Zezé di Camargo e revela o que muitos não sabiam: “Seu…”

A polêmica que envolveu o cantor sertanejo Zezé Di Camargo e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) ganhou contornos nacionais a partir da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento de lançamento do SBT News, um novo canal de jornalismo 24 horas promovido pela emissora. O episódio revelou, mais uma vez, como questões políticas podem se entrelaçar com o universo do entretenimento e da mídia, gerando debates acalorados nas redes sociais e na opinião pública brasileira.
Tudo começou na sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, quando o SBT realizou uma cerimônia de inauguração do SBT News em São Paulo. O evento reuniu figuras de diferentes espectros políticos, incluindo o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin, ministros do governo federal como Fernando Haddad e Ricardo Lewandowski, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes. A atmosfera foi marcada por cordialidade institucional, com discursos que destacaram a importância do jornalismo imparcial no combate à desinformação e na defesa da democracia.
Zezé Di Camargo, conhecido por seu apoio declarado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reagiu com indignação à participação dessas autoridades. Na madrugada de 15 de dezembro, o cantor publicou um vídeo em suas redes sociais expressando desconforto com o que considerou uma mudança de postura da emissora. Ele pediu explicitamente que o SBT não exibisse seu especial de Natal já gravado, intitulado “É Amor”, com participações de artistas como Alexandre Pires e Paula Fernandes. Zezé alegou que as filhas de Silvio Santos, responsáveis pela gestão atual, estariam adotando uma linha diferente da tradição neutra associada ao fundador, chegando a usar expressões fortes como acusar a emissora de “se prostituir”.
A declaração do sertanejo provocou imediata repercussão, dividindo opiniões. Bolsonaristas elogiaram a postura do cantor, vendo nela uma defesa de valores conservadores, enquanto críticos apontaram incoerência, lembrando que Zezé já havia manifestado apoio a Lula em campanhas eleitorais passadas. A presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, respondeu com uma carta aberta, defendendo a pluralidade do evento e reafirmando o compromisso do novo canal com um jornalismo isento, sem alinhamento partidário. Ela enfatizou que os convites seguiram protocolos institucionais, representando os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo.
Nesse contexto de intensas trocas nas redes, o ator e ex-deputado federal Alexandre Frota decidiu intervir diretamente. Em um vídeo publicado em 16 de dezembro, Frota dirigiu críticas contundentes a Zezé Di Camargo, classificando sua reação como “deprimente” e reveladora de desconhecimento sobre o funcionamento das instituições. Frota explicou que a concessão pública de canais de televisão é regulada pelo governo federal, tornando natural e protocolar a presença do presidente da República em exercício em eventos dessa natureza, independentemente de quem ocupe o cargo.
Frota não poupou ironias ao comentar a decisão sobre o especial de Natal, sugerindo que o SBT poderia optar por reprisar clássicos como programas natalinos antigos para atrair mais audiência, sem desmerecer o talento musical do sertanejo, mas questionando veementemente seu posicionamento político. O ex-deputado argumentou que o episódio expunha uma polarização excessiva, capaz de distorcer compreensões básicas sobre democracia e concessões públicas, colocando em evidência divisões profundas na sociedade.
Essa sequência de eventos, culminando na resposta de Frota e no eventual cancelamento do especial de Natal pelo SBT após avaliações internas, ilustra como figuras públicas de lados opostos no espectro ideológico podem amplificar controvérsias midiáticas. O caso reforça a persistência da polarização política no Brasil, mesmo em contextos culturais, e destaca o desafio das emissoras em manterem neutralidade percebida enquanto navegam por pressões externas e expectativas do público diversificado.



