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Renata Vasconcellos entra com plantão na Globo e confirma morte de grande artista

Na manhã que começou como qualquer outra, milhões de brasileiros foram surpreendidos por um plantão inesperado na TV Globo. A jornalista Renata Vasconcellos entrou ao vivo para dar uma notícia que rapidamente ganhou repercussão em todo o mundo: aos 96 anos, havia falecido Frank Gehry, um dos nomes mais influentes da arquitetura mundial. A confirmação veio poucas horas antes, após o artista morrer em sua residência, em Santa Monica, nos Estados Unidos, em decorrência de uma recente doença respiratória.

“Conhecido por torres inclinadas e placas onduladas de metal curvado, foi considerado um ‘superstar’ da arquitetura mundial”, anunciou Renata durante o Jornal Nacional, já com novas informações apuradas pela equipe de reportagem. A notícia foi confirmada oficialmente por Meaghan Lloyd, chefe de equipe de Gehry, que enviou um e-mail à agência Reuters informando que o arquiteto faleceu no início da manhã, em casa, de forma tranquila.

A comoção foi imediata. Redes sociais, portais de notícias, arquitetos, estudantes e até pessoas que pouco conheciam o lado técnico da profissão se manifestaram. Afinal, mesmo quem nunca estudou arquitetura já “viu” uma obra de Frank Gehry sem saber: seus prédios diferentes, cheios de curvas e com aparência quase em movimento viraram pontos turísticos por onde passaram.

Gehry ficou conhecido por desafiar padrões. Em vez de linhas retas e prédios tradicionais, suas obras pareciam esculturas gigantes espalhadas pelas cidades. Um de seus trabalhos mais famosos, por exemplo, é a Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, com suas chapas metálicas que refletem o sol e mudam de aparência ao longo do dia. Em Praga, a Dancing House virou cartão-postal justamente por lembrar dois dançarinos em movimento.

Na Europa, outro marco importante foi o museu Fondation Louis Vuitton, em Paris, inaugurado em 2014. O prédio, que lembra grandes velas de vidro, virou parte da paisagem moderna da cidade, convivendo com construções históricas ao redor. Já nos Estados Unidos, Gehry deixou sua assinatura também em Nova York, com a torre residencial 8 Spruce, além do Experience Music Project, em Seattle.

Em março de 2015, ele também foi responsável pela expansão do campus do Facebook, em Menlo Park, na Califórnia. Curiosamente, dessa vez recebeu uma orientação rara ao longo da carreira: não ser ousado demais, para que a construção não destoasse do entorno. Mesmo assim, deixou sua identidade ali, provando que inovação nem sempre precisa ser exagerada para marcar presença.

Quem conviveu com Frank Gehry costuma dizer que ele tinha uma mistura incomum de genialidade com simplicidade no trato. Apesar do status de “estrela” da arquitetura, mantinha uma postura discreta, focada no trabalho, no processo criativo e nas equipes que o acompanhavam.

A morte de Gehry marca o fim de uma era, mas seu legado já está garantido. Suas obras seguem de pé, chamando atenção, sendo fotografadas, estudadas e admiradas. Mais do que prédios diferentes, ele ajudou a mudar a forma como o mundo enxerga os espaços urbanos.

E como a própria história mostra, há artistas que partem, mas jamais deixam de estar presentes. Frank Gehry é, agora, exatamente isso: uma presença permanente nas curvas das cidades.

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