Viviane Araújo reencontra Belo em “Três Graças” e revela: “É um grande desafio profissional”

Viviane Araújo e Belo, dois nomes que já dividiram muito mais do que holofotes, vão se reencontrar profissionalmente em “Três Graças”, próxima novela das sete da Globo. Depois de um casamento que terminou em 2007 e de anos sem qualquer contato direto, a atriz foi convidada para interpretar Consuelo, um amor do passado do personagem vivido pelo ex-marido. A notícia pegou o público de surpresa e reacendeu memórias de uma história que, na época, ocupou capas de revistas e programas de televisão.
A reação inicial de muitos foi imaginar um possível desconforto, mas Viviane tratou logo de colocar os pingos nos is. Em entrevistas recentes, ela definiu a situação como “um grande desafio profissional” e fez questão de separar completamente a vida pessoal do trabalho. Para ela, atuar é atuar: ponto final. A personagem Consuelo é descrita como uma mulher forte, divertida e completamente diferente das rainhas de bateria e vilãs que a consagraram na televisão.
Quem acompanha a trajetória da atriz sabe que ela nunca fugiu de desafios. Rainha de bateria do Salgueiro há quase duas décadas, Viviane transformou o carnaval em palco de superação constante e aprendeu a lidar com pressão diante de milhares de pessoas. Contracenar com alguém com quem dividiu 11 anos de vida, incluindo um casamento conturbado e uma separação pública, entra facilmente no topo da lista de situações que exigem maturidade emocional.
A própria Viviane revelou que conversou longamente com o marido, o empresário Guilherme Militão, antes de aceitar o convite. Ele, segundo ela, apoiou sem hesitar e entendeu que se tratava de uma oportunidade rara de mostrar versatilidade como atriz. O casal, que tem um filho pequeno, vive uma relação sólida e pública, o que ajudou a dissipar qualquer boato de ciúme ou insegurança.
Dentro do estúdio, o clima tem sido de respeito mútuo. Pessoas próximas à produção contam que Belo e Viviane se cumprimentam educadamente, trocam poucas palavras sobre o texto e mantêm o profissionalismo absoluto. Não há clima de novela mexicana nem revivência de antigos ressentimentos. Ambos sabem que milhões de olhos estarão grudados nessa parceria e parecem determinados a entregar apenas boa atuação.
O público, por sua vez, está dividido entre a curiosidade mórbida e a torcida genuína. Muitos lembram do tempo em que o casal era sinônimo de paixão intensa e brigas igualmente intensas. Outros simplesmente querem ver se a química que um dia existiu na vida real vai aparecer, ainda que de forma fictícia, nas telas. A expectativa é que as cenas entre Consuelo e o personagem de Belo tragam um misto de nostalgia e tensão dramática bem dosada.
Seja qual for o desfecho, uma coisa já ficou clara: Viviane Araújo está usando essa oportunidade para provar, mais uma vez, que o passado não a define. Aos 50 anos, consolidada como uma das grandes artistas populares do país, ela encara o reencontro com Belo como apenas mais um papel – talvez o mais difícil até aqui, mas ainda assim apenas um papel. E, quando as cenas forem ao ar em dezembro, o Brasil inteiro vai parar para assistir não só à novela, mas a uma das maiores demonstrações de profissionalismo que a televisão brasileira já viu.



