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Ex-chacrete perde a vida após tragédia envolvendo seu filho

A sexta-feira, 28 de novembro, terminou com uma notícia que deixou muitos admiradores do período clássico da TV brasileira profundamente consternados. Neulizete de Souza Ferraz, mais conhecida como Lia Hollywood — uma das figuras marcantes entre as ex-chacretes dos anos 1970 e 1980 — faleceu aos 66 anos, após mais de um mês de internação no Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama, no Rio de Janeiro.

Lia vinha enfrentando um delicado processo de recuperação desde que sofreu um ataque dentro de casa, em São Pedro da Aldeia, onde vivia ao lado do filho. Segundo informações confirmadas pela unidade hospitalar, seu estado de saúde passou por sucessivas oscilações ao longo do tratamento, e houve uma piora significativa na manhã de sexta-feira. Os médicos precisaram realizar novos procedimentos emergenciais, incluindo intubação, mas, apesar de todos os esforços da equipe, ela não resistiu.

Durante o período em que esteve internada, os relatos sobre o ocorrido chamaram atenção pela gravidade da situação enfrentada pela ex-dançarina. Os profissionais de saúde que a acompanharam descreveram que ela chegou ao hospital em condição muito delicada, exigindo cuidados intensivos desde o primeiro momento. Ao longo das últimas semanas, sua luta pela vida mobilizou familiares, amigos e muitos fãs que cresceram assistindo às tardes animadas do programa do Chacrinha, onde Lia se tornou uma presença cativa no palco — sempre sorridente, estilosa e cheia de energia.

Com a confirmação do falecimento, novos detalhes relacionados ao caso vieram à tona. Pessoas próximas à família comentaram que o animal envolvido na ocorrência já teria demonstrado comportamento agressivo anteriormente. Há registros, inclusive, de outras situações que geraram preocupação e levaram algumas pessoas a buscar amparo legal para garantir sua segurança. Por conta disso, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início à investigação formal apenas após a confirmação do óbito, e ainda avalia qual será a tipificação do caso no inquérito.

A despedida de Lia Hollywood está marcada para este domingo, dia 30, no Cemitério Jardim Park da Saudade. O clima entre familiares e antigos colegas é de profunda tristeza. Para muitos, ela não era apenas uma ex-assistente de palco, mas um símbolo de uma era em que a televisão misturava alegria, espontaneidade e personagens que se tornaram parte da memória afetiva do público. Ao lado de nomes como Rita Cadillac e outras companheiras de dança, Lia ajudou a construir uma estética e um estilo que marcaram uma geração.

Nas redes sociais, não faltaram homenagens. Gente lembrando sua simpatia, sua determinação e episódios curiosos dos bastidores do programa. Alguns chegaram a citar que, nos últimos anos, Lia se mantinha mais reservada, mas continuava sendo muito querida por quem conviveu com ela. A notícia de sua partida reacendeu, inclusive, discussões sobre cuidados com animais domésticos, responsabilidade dos tutores e a importância de medidas preventivas — temas que vêm sendo revisitados em diferentes cidades do país.

Apesar da dor, fica a lembrança de uma artista que marcou história. Lia Hollywood deixa saudade, memórias e um legado que continua vivo na lembrança de quem acompanhou sua trajetória. Ela fez parte de um tempo em que a TV brasileira parecia mais leve, mais espontânea, e isso, por si só, já diz muito sobre a importância de seu nome.

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