Cissa Guimarães explode ao revelar ataques cruéis envolvendo filho morto

A atriz e apresentadora Cissa Guimarães voltou a emocionar o público ao relatar, durante sua participação no programa Sem Censura, como lida com ataques cruéis nas redes sociais que envolvem não apenas suas opiniões políticas, mas também o nome de seu filho, Rafael Mascarenhas, morto em 2010. Segundo ela, sempre que decide se manifestar publicamente sobre questões políticas, surgem comentários ofensivos que ultrapassam todos os limites e atingem sua dor mais profunda. Entre as mensagens, há casos de pessoas que chegam a dizer que “ainda bem” que o filho não está vivo para testemunhar as posições da mãe, algo que Cissa classificou como desumano.
A apresentadora explicou que, com o tempo, desenvolveu uma forma de lidar com esse tipo de violência digital. Embora continue se posicionando sobre temas que considera importantes, ela evita ler os comentários logo após publicar algo. Cissa disse que compreende o peso de ser uma figura pública, mas não aceita que sua maternidade e a memória de Rafael sejam usadas como munição política. Para ela, isso revela a falta de empatia que domina muitos debates nas redes.
Mesmo assim, Cissa reconheceu que, em alguns dias em que está mais leve e bem-humorada, arrisca olhar algumas mensagens e simplesmente deleta o que considera tóxico. Contou que esse processo de “faxina” virtual se tornou quase terapêutico, especialmente quando está em um momento de alegria, após um bom beijo ou uma cerveja gelada. Segundo ela, é nesses instantes que encontra forças para transformar ataques em silêncio.
Ao relembrar Rafael, Cissa também falou sobre o que aconteceu naquela madrugada de 2010. O jovem de 18 anos andava de skate em um túnel interditado para manutenção quando foi atropelado por um carro em alta velocidade. Testemunhas afirmaram que os veículos envolvidos participavam de um “racha”. O motorista, Rafael Bussamra, fugiu sem prestar socorro, e seu pai chegou a ser acusado de tentar subornar policiais para livrar o filho das consequências. Para Cissa, foi uma sequência de crimes que jamais poderão ser apagados.
A atriz contou ainda que, desde a morte do filho, visita semanalmente o túnel onde o acidente ocorreu e deposita flores em sua memória. Disse que essa prática, mantida há 15 anos, faz parte de seu processo de conexão e aceitação. Mesmo diante de tanta dor, ela afirma que nunca sentiu raiva, e que Rafael segue sendo um mestre silencioso que a ensina diariamente sobre respeito e amor.
Cissa emocionou ao dizer que não considera ter perdido o filho, mas sim ter ganhado 18 anos do maior amor de sua vida. Disse que viveria tudo de novo apenas para poder sentir esse amor, e que ele permanece presente nela, nos dois outros filhos e nos netos. Cada lembrança de Rafael reforça sua força para continuar enfrentando a vida.
Ao final, sua fala trouxe um alerta sobre os efeitos dos ataques virtuais e um convite à reflexão sobre empatia. Para Cissa, a união em tempos difíceis passa pela capacidade de enxergar o outro, inclusive em suas dores mais profundas, e não usá-las como arma em debates que deveriam ser sobre ideias, e não sobre feridas pessoais.



