Globo confirma morte da jornalista Júlia Guerra em grave acidente

A quarta-feira, 19 de novembro, começou com uma notícia que deixou o jornalismo brasileiro em luto. A Globo confirmou o falecimento da jornalista Júlia Guerra Monteiro, ocorrido na tarde de terça-feira, 18, em Curitiba. Júlia, de 35 anos, trabalhava na emissora e estava na capital paranaense a serviço quando acabou envolvida em um acidente com um ônibus biarticulado da linha Ligeirão Norte/Sul.
Segundo informações divulgadas pela empresa Transporte Coletivo Glória, responsável pelo veículo, a jornalista atravessava a canaleta exclusiva quando, de acordo com o relato oficial, entrou de maneira inesperada na frente do ônibus. A empresa afirmou que o motorista não teve tempo de reagir, destacando que o trecho é de fluxo intenso e requer atenção redobrada de todos que circulam por ali.
Em nota, a companhia lamentou profundamente o ocorrido: “A empresa manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos da vítima neste momento difícil.” Júlia chegou a receber atendimento imediato, mas não resistiu enquanto era levada ao hospital.
A jornalista vivia em São Paulo ao lado do marido e do filho de cinco anos. Segundo a Universidade de São Paulo (USP), instituição na qual o esposo de Júlia estuda, ela estava em Curitiba acompanhando compromissos de trabalho. A notícia impactou colegas, amigos e profissionais da imprensa, que lembraram de sua trajetória marcada por dedicação, sensibilidade e bom humor no ambiente de trabalho.
Nas redes sociais, o marido confirmou a tragédia em uma mensagem emocionada: “Amigos, infelizmente é verdade. Acabei de sair do hospital. A Júlia Guerra Monteiro, o amor da minha vida, faleceu. Estou aqui com a mãe e o irmão dela, e família próxima. Estou devastado.” O desabafo sensibilizou internautas e colegas de profissão, que enviaram mensagens de apoio e solidariedade.
O episódio também reacendeu debates sobre segurança no transporte coletivo de Curitiba, especialmente nas canaletas onde circulam veículos biarticulados em alta frequência. Moradores e visitantes da cidade relataram percepções semelhantes sobre o trânsito. Uma usuária das redes comentou: “Durante este ano tenho ido com mais frequência a Curitiba e sempre me impressiono com a velocidade e o impacto desses ônibus. Todo cuidado é pouco, inclusive em cruzamentos. Meus sentimentos à família.”
Em meio ao luto, colegas de redação relembraram o talento de Júlia. Ela participava de diferentes projetos jornalísticos, sempre com postura profissional e grande atenção aos detalhes. Era conhecida por sua calma mesmo em dias de grande correria, além de ser alguém que mantinha bom relacionamento com todos ao seu redor. Seu nome já fazia parte de uma geração de comunicadores que buscavam modernizar a cobertura jornalística com dinamismo e profundidade.
A tragédia interrompeu uma carreira promissora e deixou um vazio entre aqueles que conviveram com ela. Entre mensagens de carinho e despedidas, fica também a reflexão sobre a responsabilidade de todos — motoristas, pedestres e autoridades — na construção de um trânsito mais seguro, especialmente em cidades com sistemas de transporte de grande porte.
Júlia Guerra Monteiro deixa um legado de profissionalismo e afeto, lembrado por quem teve a oportunidade de dividir com ela salas de redação, projetos e momentos pessoais. Sua história continua viva nas memórias que construiu e nas pessoas que inspirou.



