Lembra dela? Ex-atriz da Globo hoje mora em comunidade no RJ e sobrevive vendendo brigadeiro

Nos últimos meses, um nome que marcou os anos 90 voltou a ganhar espaço nas redes sociais: Regininha Poltergeist, ex-atriz da Globo e figura conhecida daquela época em que a TV aberta ainda ditava moda, comportamento e até gírias. Hoje, longe dos estúdios e das luzes fortes dos programas de auditório, ela tem enfrentado uma fase bem diferente da que viveu no auge da carreira. Morando na comunidade da Tijuquinha, na Zona Oeste do Rio, Regininha encontrou na venda de brigadeiros uma forma de complementar a renda e seguir se virando como pode.
Quem passa pela Barra da Tijuca ou pelas ruas do próprio bairro onde ela vive já deve ter cruzado com a artista com uma bandeja nas mãos, oferecendo os doces caseiros que ela mesma prepara. Nas redes sociais, onde mantém uma presença constante e conversa diretamente com o público que ainda a acompanha, Regininha tem atualizado a rotina, mostrado os bastidores da produção e até compartilhado uma chave Pix para quem quiser dar uma força nessa nova etapa da vida.
Essa ideia de vender brigadeiros não veio por acaso. Segundo ela, o objetivo é transformar o pequeno improviso em algo mais sólido: abrir a própria empresa de doces. Nas postagens mais recentes, dá para perceber o esforço em construir algo estável, quase como quem tenta ajeitar a própria vida com pequenos tijolos. Uma seguidora comentou outro dia que adorou ver a determinação dela, e Regininha respondeu agradecendo, dizendo que as mensagens de incentivo fazem diferença — um detalhe simples, mas que mostra o quanto essa conexão tem sido importante.
E não é só de doces que ela tem vivido. Paralelamente, Regininha também oferece serviços como cabeleireira. Cortes, mechas, hidratação — tudo feito com aquele cuidado de quem tenta reconquistar o próprio espaço. Muita gente lembra, inclusive, que isso não é novidade na vida dela, já que ao longo dos últimos anos ela buscou diferentes maneiras de se reinventar.
Em setembro, por exemplo, ela chegou a trabalhar como aromaterapeuta em uma loja da Barra. Parecia uma fase de estabilidade, mas, como ela mesma contou, sua vida tem sido marcada por altos e baixos, muito por conta de questões emocionais. Essa sinceridade tocou muitos seguidores, que enviaram comentários de apoio e palavras de carinho.
Antes de voltar para a Zona Oeste, Regininha morou no Méier, na Zona Norte do Rio, onde vendia empadas nas ruas. Na época, chegou a relatar ao jornal EXTRA que conseguia faturar perto de R$ 200 por dia — um valor que, embora não resolvesse tudo, ajudava a manter a rotina. Ela também trabalhava com massagem, mas enfrentava situações desconfortáveis com alguns clientes, o que a fez repensar esse caminho.
É curioso observar como uma artista que já estampou capas de revistas, participou de filmes e marcou presença na TV pode, anos depois, se ver reconstruindo tudo praticamente do zero. Regininha chegou a ter patrimônio significativo — carros, apartamentos, conquistas que muita gente sonha em ter — mas, ao longo do tempo, precisou vender boa parte desses bens.
Hoje, aos poucos, ela tenta escrever um novo capítulo. Um capítulo mais simples, talvez menos glamouroso, mas muito mais humano. E, acompanhando as publicações recentes, percebe-se que ela não perdeu a esperança. Pelo contrário: parece estar encontrando força justamente no apoio das pessoas e na vontade de recomeçar quantas vezes for preciso.



