Reinaldo Gottino trás uma das notícias mais tristes dos últimos tempos

A noite que começou com música e descontração terminou em tragédia. Na edição desta quarta-feira (12) do Cidade Alerta, o jornalista Reinaldo Gottino relatou, com evidente pesar, mais um caso de violência absurda ocorrido na Grande São Paulo. “Cleiton foi morto”, anunciou o apresentador, enquanto as imagens mostravam o local onde o jovem de 30 anos perdeu a vida após uma discussão durante um baile funk.
Cleiton trabalhava como ajudante de pedreiro e havia se tornado pai pela segunda vez há pouco tempo. De acordo com familiares, ele esperava um casal de amigos terminar o expediente em uma adega quando foi abordado por uma mulher trans, que teria pedido um beijo. Cleiton recusou. O que poderia ter sido apenas um momento constrangedor acabou se transformando em uma sequência de tragédias.
Uma recusa, uma agressão e um fim brutal
Testemunhas contaram que, ao ouvir o “não”, a mulher trans se irritou e desferiu um soco no rosto de Cleiton. Ele caiu no chão e bateu a cabeça com força. O impacto foi tão forte que o ajudante de pedreiro não resistiu aos ferimentos. A cena, segundo relatos de quem estava próximo, foi de desespero — alguns tentaram socorrê-lo, outros ficaram em choque sem entender o que havia acontecido.
A Polícia Civil confirmou que o caso será investigado a fundo. A principal linha de apuração busca esclarecer se houve intenção de matar ou se foi uma agressão que acabou em tragédia. O corpo de Cleiton foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), e a perícia técnica recolheu provas e imagens de câmeras de segurança próximas ao local.
Polícia isolou a área e busca suspeita
Quando a Polícia Militar chegou, Cleiton já estava sem vida. O local foi isolado para o trabalho dos peritos, que analisaram manchas de sangue e vestígios da briga. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso e tenta identificar a mulher envolvida na agressão. Segundo informações preliminares, ela teria fugido logo após o ataque.
As imagens das câmeras de segurança de estabelecimentos próximos estão sendo analisadas e podem ser decisivas para localizar a suspeita. O delegado responsável afirmou que o caso está sendo tratado, inicialmente, como homicídio simples, mas a tipificação pode mudar conforme as investigações avancem.
Família pede justiça
Em entrevista exibida pelo Cidade Alerta, familiares de Cleiton, ainda muito abalados, pediram justiça. “Ele era um homem trabalhador, nunca arrumou confusão. Estava ali só esperando os amigos”, disse uma tia, emocionada. A companheira dele, que recentemente deu à luz o segundo filho do casal, mal conseguia falar: “Ele saiu de casa dizendo que voltava logo. Agora, o que eu vou dizer pros meus filhos?”.
O caso gerou grande comoção nas redes sociais, com mensagens de revolta e pedidos por uma investigação rápida e transparente. Muitos internautas cobraram que a morte não seja tratada apenas como uma briga de bar, mas como mais um reflexo da violência e intolerância que ainda marcam as noites das periferias paulistas.
Enquanto a polícia tenta encontrar a suspeita, a família de Cleiton lida com a dor da perda repentina e a sensação de injustiça. Um jovem trabalhador, pai de família, teve a vida interrompida por um motivo banal — uma recusa. E a pergunta que fica, mais uma vez, é: até quando tanta violência vai fazer parte do nosso cotidiano?



