Adriane Galisteu se emociona ao relembrar Ayrton Senna em documentário que revela o lado humano do ídolo

Adriane Galisteu viveu um momento de forte emoção durante a exibição para convidados do documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu”, que estreia na HBO Max. Aos 52 anos, a apresentadora não conteve as lágrimas ao rever lembranças de seu relacionamento com Ayrton Senna, piloto de Fórmula 1 que morreu tragicamente em 1994. A sessão aconteceu em São Paulo, durante uma coletiva de imprensa, e reuniu jornalistas e convidados especiais. A produção, composta por dois episódios de 45 minutos, promete revisitar o lado mais íntimo e humano de um dos maiores ídolos do esporte mundial, a partir da perspectiva de quem conviveu com ele de perto.
Durante o evento, Galisteu destacou que revisitar essa história, mais de 30 anos após a morte do piloto, foi um processo desafiador e delicado. Ela explicou que o documentário não tem a intenção de ser uma resposta a outras produções, mas sim uma oportunidade de mostrar um olhar pessoal sobre o homem por trás do mito. A apresentadora deixou claro que sua motivação foi apenas compartilhar suas próprias memórias e sentimentos, sem entrar em comparações ou polêmicas. Seu discurso emocionado reforçou a importância de preservar a autenticidade de sua vivência ao lado de Senna.
Nos últimos anos, o nome de Ayrton Senna voltou aos holofotes com diferentes produções, entre elas a série “Senna”, lançada pela Netflix em 2024, com apoio da família do piloto. Essa série, porém, foi alvo de críticas pelo espaço reduzido dado à figura de Galisteu, interpretada pela atriz Julia Foti. Diante disso, muitos especularam que o novo documentário da HBO Max seria uma resposta direta àquela produção. Adriane, no entanto, fez questão de negar qualquer intenção nesse sentido, afirmando que não busca confronto, mas apenas reconhecimento de sua própria história.
Com serenidade, Adriane declarou que não sente necessidade de se justificar diante das versões contadas por outros. “Não é nenhum tipo de polêmica. Esse documentário não é uma resposta. Não sou uma mulher que julga o que você faz comigo, pois minha mãe me ensinou que eu não preciso dizer que o dos outros está errado. Basta defender que o meu está certo”, disse ela. As palavras da apresentadora foram recebidas com respeito e emoção pelos presentes, que reconheceram a sinceridade e a força de sua fala.
O trecho exibido à imprensa, com cerca de 20 minutos, revelou momentos de grande sensibilidade e intimidade. Imagens e relatos inéditos mostram o casal em situações cotidianas, longe das pistas e das câmeras. Galisteu destacou que o objetivo da produção é mostrar um Ayrton Senna diferente, mais humano, vulnerável e carinhoso — características que, segundo ela, raramente foram exploradas em outras narrativas sobre o piloto. “Todos sabem que ele era um herói nas pistas, e todas as produções são válidas e merecidas. Mas ninguém tratou o Ayrton como um herói sem capacete. Vocês também precisam saber do tamanho do coração deste homem”, afirmou.
A apresentadora enfatizou que se sentiu preparada, somente agora, para revisitar essa parte da sua vida. O tempo, segundo ela, permitiu que olhasse para o passado com mais serenidade e maturidade. “Para contar essa história, tinha que ser eu. Eu estava lá, ao lado, nos últimos 18 meses da vida dele. Não tem como isso ser apagado”, disse Galisteu, emocionada. Essa frase, repetida durante a coletiva, sintetizou o espírito do documentário: uma mulher que viveu intensamente um amor e que, por anos, teve sua versão marginalizada.
Mesmo com o peso da lembrança, Galisteu afirmou que o projeto foi também uma forma de cura. Ao reunir registros, entrevistas e memórias, ela encontrou uma maneira de ressignificar o passado e honrar o legado de Senna sem se prender à dor. O documentário, segundo ela, busca celebrar a vida, não reviver a tragédia. A produção também se propõe a contextualizar o momento histórico e social que o casal vivia, oferecendo uma visão mais ampla do impacto da relação entre uma jovem modelo e um ídolo mundial.
Durante a exibição, o público pôde perceber o cuidado estético e emocional da narrativa. O uso de imagens de arquivo, cartas e depoimentos cria uma atmosfera de proximidade, como se o espectador participasse das lembranças de Galisteu. O resultado, segundo quem esteve presente, é um retrato honesto e afetuoso, que foge do sensacionalismo e busca apenas mostrar a verdade de uma mulher que amou e foi amada.
Adriane Galisteu também comentou sobre a responsabilidade de lidar com uma figura tão admirada e com uma memória coletiva ainda viva no coração dos brasileiros. Ela reconheceu que o desafio foi equilibrar o respeito à imagem de Senna com o desejo de afirmar sua própria história. A apresentadora reforçou que o documentário não pretende mudar percepções, mas ampliar o olhar sobre quem ele foi fora das pistas, mostrando o homem por trás do ídolo.
Ao final da coletiva, Adriane foi aplaudida de pé pelos convidados. Visivelmente emocionada, agradeceu o apoio da equipe de produção e do público. “É uma história muito minha”, repetiu, com lágrimas nos olhos. A estreia de “Meu Ayrton por Adriane Galisteu” promete não apenas revisitar um romance marcante, mas também devolver à apresentadora o direito de contar sua própria versão de uma história que o Brasil inteiro acredita conhecer, mas que, até agora, só havia sido contada por outros.



