Michelle Bolsonaro diz que Lula e Janja demonizam Israel

Durante o Encontro Nacional do PL Mulher, realizado neste sábado (11) em Rio Verde (GO), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou ao centro das atenções políticas com um discurso inflamado. Em meio a aplausos e palavras de ordem do público, Michelle fez críticas contundentes ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, utilizando expressões fortes para se referir à esquerda brasileira, que classificou como “maldita” e “ordinária”.
O evento, promovido pelo Partido Liberal (PL), reuniu centenas de mulheres de diferentes estados e contou com a presença de lideranças políticas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo deputadas, prefeitas e representantes do núcleo feminino da sigla. O objetivo oficial era discutir pautas sociais e o papel da mulher na política, mas o discurso de Michelle ganhou contornos fortemente eleitorais e religiosos.
Críticas ao governo e ataques à esquerda
“Um governo que diz ser dos pobres, mas que rouba os pobres, sequestra os idosos e tira o dinheirinho de quem mais precisa”, afirmou Michelle, em referência às denúncias de fraudes no INSS que vêm sendo investigadas nas últimas semanas. Em tom de indignação, ela comparou o atual governo ao do marido, dizendo que, se algo semelhante tivesse ocorrido durante a gestão de Jair Bolsonaro, “ele já teria sofrido impeachment e estaria preso”.
A ex-primeira-dama também fez duras críticas ao que chamou de “extrema esquerda destrutiva”, afirmando que “onde tem esquerda, tem destruição”. Segundo ela, novas denúncias e escândalos ainda vão surgir nos próximos meses. “A extrema esquerda é ordinária, maltrata, persegue e difama. Eles não mudam. Mentem e usam o povo de bem para se manter no poder”, declarou, sob aplausos da plateia.
Janja e a pauta religiosa
Um dos momentos mais comentados do discurso foi quando Michelle mencionou Lula e Janja diretamente, criticando a aproximação do casal com a comunidade evangélica. “Um casalzinho que demoniza Israel, mas agora começou a frequentar as igrejas. Vamos abrir os olhos espirituais, porque eles estão sendo usados para ludibriar com a mentira”, afirmou.
O tom religioso, marca registrada dos discursos de Michelle, foi reforçado ao longo do evento. Ela pediu que os presentes “orem pelo Brasil” e alertou para o que chamou de “batalha espiritual pela alma da nação”. Para a ex-primeira-dama, a direita deve se manter unida e vigilante, “de cabeça erguida e com fé em Deus”, diante das próximas eleições municipais e da disputa política nacional.
Comparação com Pepe Mujica e críticas aos gastos públicos
Além das críticas ideológicas, Michelle Bolsonaro também atacou os gastos do atual governo, citando o ex-presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, como exemplo de simplicidade. “Se Lula quer ser socialista, que siga o exemplo de Mujica, que andava de fusca e morava em uma casinha simples. Isso sim é ser socialista de verdade”, ironizou.
O encontro em Rio Verde marcou mais um passo da atuação política de Michelle Bolsonaro dentro do PL, onde ela atua como presidente do PL Mulher. O evento encerrou-se com orações e discursos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que não compareceu, mas enviou uma mensagem em vídeo.
Com o tom cada vez mais firme e presença constante em agendas políticas, Michelle consolida sua imagem como principal figura feminina da direita brasileira, preparando o terreno para 2026 — um cenário em que seu nome começa a surgir com força nas rodas políticas e entre os apoiadores do bolsonarismo.



