Exame detecta presença de metanol no sangue de Hungria, diz assessoria

A notícia que movimentou o mundo da música brasileira nas últimas semanas acaba de ganhar um novo e decisivo capítulo. A equipe do cantor Hungria confirmou oficialmente que o artista foi, de fato, intoxicado por metanol — substância tóxica frequentemente encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas. A revelação foi feita por meio de uma nota divulgada em primeira mão pela coluna de Fábia Oliveira, e contradiz informações anteriores do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que haviam negado a presença da substância nos exames do músico.
De acordo com o comunicado, Hungria apresentou um quadro clínico compatível com intoxicação por álcool tóxico logo após consumir uma bebida alcoólica possivelmente adulterada. O resultado laboratorial, realizado pelo Laboratório Richet, da Rede D’Or, e liberado no último domingo (6), confirmou a presença de 0,54 mg/dL de metanol no sangue do cantor, valor mais que o dobro do limite de referência — que é de até 0,25 mg/dL. A constatação coloca fim às especulações e reforça a gravidade do ocorrido, reacendendo o alerta sobre os riscos do consumo de bebidas sem procedência garantida.
A equipe médica que acompanha Hungria destacou que o tratamento foi iniciado rapidamente, o que foi crucial para o desfecho positivo. “O artista recebeu tratamento conforme protocolo médico para intoxicação por metanol, incluindo o uso de antídoto e hemodiálise precoce, medidas fundamentais para sua excelente evolução clínica”, informou a nota. O atendimento imediato evitou complicações mais graves, já que o metanol pode causar cegueira irreversível, danos neurológicos e até morte, dependendo da dose e do tempo de exposição.
Fontes próximas ao cantor relataram que Hungria permanece em observação, mas apresenta boa recuperação e deve retomar suas atividades artísticas em breve. Ainda assim, o caso deixou fãs e profissionais da saúde em alerta. O metanol, um tipo de álcool industrial, é usado em combustíveis, solventes e produtos de limpeza, e sua ingestão é extremamente perigosa. Em alguns casos, é adicionado ilegalmente a bebidas alcoólicas falsificadas para aumentar o teor etílico e reduzir custos de produção — prática criminosa e infelizmente comum em várias regiões do país.
A contradição entre os laudos divulgados anteriormente e o novo exame da Rede D’Or levantou questionamentos sobre a confiabilidade dos testes realizados inicialmente. Enquanto os órgãos de saúde do DF afirmaram que o resultado era negativo para metanol, o documento apresentado pela equipe do cantor aponta o contrário, com valores específicos e detalhamento técnico. A equipe de Hungria reforçou que ainda aguarda os resultados das contraprovas para encerrar o caso oficialmente, mas frisou que o laudo atual é conclusivo quanto à exposição à substância.
Nas redes sociais, a notícia gerou comoção e também revolta entre fãs e artistas. Muitos demonstraram preocupação com a saúde do cantor e cobraram uma investigação mais rigorosa sobre a origem da bebida que teria causado a intoxicação. “Isso não é um caso isolado, é um problema de saúde pública”, comentou um internauta. Especialistas concordam: o consumo de bebidas de procedência duvidosa é um risco real, e episódios como esse evidenciam a necessidade de fiscalização mais intensa e campanhas educativas sobre o tema.
Hungria, conhecido por sucessos que misturam rap, pop e sertanejo, conquistou uma legião de fãs ao longo da carreira e sempre manteve uma imagem de artista disciplinado e conectado com seu público. O episódio, além de um susto pessoal, torna-se um alerta coletivo. Em meio à recuperação, o cantor tem recebido mensagens de apoio de todo o país. Segundo sua equipe, ele está focado em se recuperar completamente e deve se pronunciar publicamente assim que receber alta médica definitiva. Enquanto isso, a investigação sobre a origem da bebida adulterada continua — e o caso de Hungria acende um sinal vermelho sobre a perigosa realidade do consumo de álcool contaminado no Brasil.



