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Chega triste notícia sobre Galvão Bueno e Brasil se despede durante copa do mundo

Galvão Bueno se prepara para encerrar um dos ciclos mais marcantes da história da televisão esportiva brasileira. Neste domingo (19), o narrador fará sua última transmissão de uma final de Copa do Mundo, durante o confronto entre Argentina e Espanha, disputado no MetLife Stadium. A despedida coloca um ponto final em mais de quatro décadas de participações no principal torneio do futebol mundial, período em que sua voz acompanhou conquistas históricas, derrotas inesquecíveis e momentos que passaram a fazer parte da memória de milhões de torcedores. Reconhecido por seu estilo vibrante e pelos bordões que atravessaram gerações, Galvão encerra uma trajetória que ajudou a contar alguns dos capítulos mais importantes da Seleção Brasileira em Mundiais.

A história de Galvão Bueno nas Copas começou em 1982, durante a competição realizada na Espanha. Naquele torneio, Luciano do Valle era o principal responsável pelas transmissões dos jogos da Seleção Brasileira. Quatro anos depois, na Copa do México, em 1986, Galvão assumiu a narração das partidas da equipe nacional após um problema de saúde impedir Osmar Santos de continuar no evento. A partir da edição de 1990, disputada na Itália, consolidou-se definitivamente como a principal voz da Seleção Brasileira nas transmissões esportivas, posição que manteve por décadas e que o transformou em um dos narradores mais conhecidos do país.

Ao longo dessa trajetória, diversos momentos narrados por Galvão Bueno ficaram eternizados na história do esporte. Um dos mais lembrados aconteceu na final da Copa do Mundo de 1994, quando o Brasil venceu a Itália na disputa por pênaltis e conquistou o tetracampeonato mundial. O grito de “É tetra!” tornou-se um dos bordões mais famosos da televisão brasileira e segue sendo lembrado sempre que o assunto é a conquista daquele título. Outro episódio marcante ocorreu na semifinal da Copa de 2014, durante a derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Naquela ocasião, a frase “E lá vêm eles de novo” resumiu o sentimento de incredulidade vivido pelos brasileiros diante da maior goleada sofrida pela Seleção em Copas do Mundo.

A edição de 2026 também reservou um momento simbólico para o narrador. Durante a vitória da Seleção Brasileira sobre a Escócia, Vinícius Júnior marcou o segundo gol da equipe, que acabou representando o centésimo gol do Brasil narrado por Galvão em Copas do Mundo. Emocionado durante a transmissão, ele fez questão de agradecer ao atacante pelo feito histórico, destacando a importância daquele momento em sua carreira. O episódio foi amplamente repercutido e passou a integrar a longa lista de recordações construídas pelo narrador ao longo de sua relação com o futebol brasileiro.

Outro acontecimento que marcou sua trajetória aconteceu ainda na Copa de 1994, quando dividia a cabine de transmissão com Pelé. Em um momento em que acreditava não estar sendo ouvido pelo público, Galvão fez um comentário descontraído sobre a quantidade de intervenções do ex-jogador durante a transmissão. A conversa acabou sendo exibida ao vivo, provocando grande repercussão na época. Anos depois, o narrador explicou que a observação fazia parte de um contexto interno da transmissão e afirmou que jamais teve a intenção de desrespeitar Pelé. Já na Copa de 1998, outro bordão ganhou espaço entre os torcedores com o famoso “Sai, sai, sai que é sua, Taffarel!”, frase repetida até hoje pelos amantes do futebol.

Com a transmissão da decisão entre Argentina e Espanha, Galvão Bueno encerra oficialmente sua participação em Copas do Mundo, deixando um legado que ultrapassa as estatísticas e os números. Sua carreira foi marcada pela emoção, pela capacidade de transformar lances em momentos inesquecíveis e pela criação de expressões que passaram a fazer parte da cultura esportiva brasileira. Ao longo de mais de 40 anos, sua voz esteve presente em títulos mundiais, campanhas memoráveis e partidas que emocionaram diferentes gerações de torcedores. A despedida representa o fim de uma era no jornalismo esportivo e reforça a importância de Galvão como um dos narradores mais influentes da história da televisão brasileira.

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