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7 hábitos antes de dormir que merecem atenção para proteger a saúde do coração e do cérebro

A rotina que antecede o sono pode influenciar a qualidade do descanso e também alguns aspectos importantes da saúde. Uma publicação do site Cura Pela Natureza reúne sete hábitos noturnos que, segundo o conteúdo, merecem atenção por estarem relacionados a fatores cardiovasculares e à qualidade do sono. A matéria destaca comportamentos como ignorar roncos frequentes, alterar horários de medicamentos sem orientação, fazer refeições muito pesadas antes de dormir e levantar rapidamente da cama. É importante, porém, fazer uma distinção fundamental: esses hábitos não devem ser apresentados como causas diretas e inevitáveis de AVC ou infarto. Doenças cardiovasculares são multifatoriais e envolvem fatores como pressão alta, colesterol, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo, idade, histórico familiar e outras condições. O valor de observar a rotina noturna está justamente na possibilidade de identificar comportamentos que podem prejudicar o sono, aumentar desconfortos ou indicar que existe algum problema de saúde que merece avaliação. Um dos exemplos mais importantes é o ronco acompanhado de pausas na respiração, que pode estar associado à apneia obstrutiva do sono. Em vez de transformar cada hábito em motivo de preocupação, a melhor abordagem é entender quais comportamentos realmente merecem atenção e quais cuidados podem tornar a noite mais segura e tranquila.

Um dos pontos destacados pela matéria é o uso de medicamentos para pressão arterial e a importância de não modificar horários ou doses por conta própria. A publicação questiona antigas ideias sobre o melhor momento para tomar determinados remédios e reforça que qualquer mudança deve ser feita com orientação médica. Essa recomendação é especialmente importante porque medicamentos cardiovasculares possuem efeitos específicos e precisam ser utilizados de acordo com a prescrição individual. Alterar o horário, interromper o tratamento ou modificar a dose sem acompanhamento pode comprometer o controle da pressão e trazer riscos. Por isso, a ideia de que existe um horário universalmente correto para todos os medicamentos não deve ser aplicada indiscriminadamente. Cada pessoa possui uma situação clínica diferente, e o profissional responsável pelo tratamento é quem deve determinar a melhor estratégia. Outro hábito mencionado é ignorar roncos intensos ou pausas durante a respiração. O ronco isolado nem sempre significa que existe uma doença, mas quando aparece acompanhado de interrupções da respiração, engasgos durante o sono, sonolência excessiva durante o dia ou sensação de cansaço mesmo após dormir, pode ser necessário investigar a possibilidade de apneia do sono. A matéria destaca justamente essa preocupação e menciona a avaliação especializada e exames como a polissonografia. Identificar alterações respiratórias durante a noite é importante porque o sono adequado depende de uma respiração eficiente e contínua.

Outro comportamento citado é levantar-se rapidamente da cama, principalmente durante a madrugada ou logo ao acordar. Ao mudar de posição deitado para sentado e depois em pé, algumas pessoas podem apresentar uma queda transitória da pressão arterial, conhecida como hipotensão ortostática. Isso pode provocar tontura, visão turva, fraqueza ou até desmaio, especialmente em pessoas mais velhas e em indivíduos que utilizam determinados medicamentos. A matéria recomenda fazer essa transição de maneira gradual, permanecendo alguns segundos sentado antes de ficar completamente em pé. Essa orientação pode ser particularmente útil para quem costuma sentir tontura ao se levantar, embora sintomas frequentes devam ser comunicados a um profissional de saúde. Também é importante manter o ambiente noturno seguro. Uma iluminação discreta próxima à cama, caminhos livres de objetos e calçados adequados podem reduzir o risco de quedas durante deslocamentos no escuro. Outro ponto abordado é a temperatura do quarto. O conteúdo original afirma que ambientes excessivamente quentes podem prejudicar o descanso e apresenta uma faixa de 18 a 21 °C como referência. Entretanto, não é adequado afirmar que dormir fora dessa faixa, por si só, provoque AVC ou infarto. A temperatura confortável varia conforme a pessoa, a região e as condições do ambiente. O objetivo deve ser evitar calor excessivo, desconforto e condições que atrapalhem significativamente o sono, mantendo o quarto ventilado e agradável.

A posição escolhida para dormir também aparece entre os sete pontos apresentados na publicação. O texto destaca o sono de lado e relaciona essa posição a processos de eliminação de resíduos metabólicos pelo cérebro durante o descanso. Embora a posição lateral possa ser recomendada em determinadas situações, especialmente quando há problemas relacionados ao ronco ou à apneia, é preciso ter cuidado com afirmações que prometem que dormir de lado evita doenças neurológicas. A qualidade do sono depende de diversos fatores e não existe uma única posição obrigatória para todas as pessoas. Algumas pessoas dormem confortavelmente de lado, outras preferem de costas, e a escolha pode depender de dores, condições respiratórias, gravidez e outras características individuais. O importante é encontrar uma posição confortável que permita um sono adequado e não agrave problemas existentes. A publicação também chama atenção para o hábito de fazer refeições muito pesadas pouco antes de dormir. Comer grandes quantidades próximo ao horário de deitar pode favorecer desconfortos digestivos e sintomas de refluxo em algumas pessoas. Além disso, refeições muito calóricas e frequentes durante a noite podem contribuir para uma alimentação desequilibrada quando fazem parte de um padrão alimentar inadequado. Uma estratégia prática pode ser evitar grandes refeições imediatamente antes de ir para a cama e observar quais alimentos provocam desconforto. O intervalo ideal entre jantar e sono pode variar conforme a rotina e as necessidades de cada pessoa.

O último hábito destacado pela matéria é beber grandes volumes de líquidos pouco antes de dormir. A questão, nesse caso, não é considerar a água prejudicial, mas entender que consumir muito líquido no período imediatamente anterior ao sono pode aumentar a necessidade de levantar durante a madrugada. Acordar repetidamente para urinar pode fragmentar o sono e, em pessoas que já possuem dificuldade para caminhar ou problemas de equilíbrio, levantar-se no escuro também pode aumentar o risco de quedas. Por isso, distribuir a ingestão de água ao longo do dia pode ser uma alternativa mais confortável para algumas pessoas. Porém, não existe uma regra universal determinando que todos devem interromper completamente a ingestão de líquidos duas ou três horas antes de dormir. Pessoas com necessidades específicas de hidratação ou determinadas condições de saúde podem receber orientações diferentes. Da mesma forma, quem utiliza medicamentos diuréticos não deve alterar o horário da medicação por conta própria. A recomendação deve sempre partir do profissional responsável pelo tratamento. O objetivo é encontrar um equilíbrio entre boa hidratação e qualidade do sono. Quando a pessoa sente muita sede durante a noite, acorda diversas vezes para urinar ou apresenta mudanças repentinas nesse padrão, vale investigar a causa em vez de simplesmente restringir a água. Alterações persistentes podem estar relacionadas a medicamentos, hábitos, condições metabólicas ou outros fatores que precisam ser avaliados individualmente.

No fim, a principal mensagem que pode ser aproveitada desse conteúdo é que a rotina antes de dormir merece atenção, mas não deve ser encarada como uma lista de comportamentos que automaticamente provocam AVC ou infarto. A própria publicação apresenta sete hábitos — uso inadequado de medicamentos, ronco ignorado, levantar-se rapidamente, excesso de calor no quarto, posição ao dormir, jantar pesado e consumo excessivo de líquidos à noite — como pontos de atenção. Entre eles, alguns realmente podem indicar situações que merecem investigação, especialmente ronco associado a pausas respiratórias e tonturas frequentes ao levantar. Outros estão mais relacionados ao conforto e à qualidade do sono e não devem ser transformados em ameaças cardiovasculares diretas. A prevenção de AVC e doenças cardíacas depende de um conjunto muito maior de medidas, incluindo acompanhamento da pressão arterial, controle de fatores de risco, alimentação equilibrada, atividade física adequada, não fumar e seguir corretamente tratamentos prescritos. A rotina noturna pode complementar esses cuidados ao favorecer um sono mais regular e seguro. Também é importante reconhecer sinais de emergência: sintomas súbitos como fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, alteração importante da visão, perda de equilíbrio ou dor no peito precisam de atendimento médico imediato. Assim, em vez de dormir com medo de cada hábito cotidiano, o melhor caminho é observar a própria rotina, corrigir comportamentos que realmente prejudicam o descanso e procurar avaliação profissional diante de sinais persistentes ou preocupantes.

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