Pastor ensina 6 coisas que os cristãos devem fazer depois de assistir a conteúdo adulto

Assistir a conteúdo adulto é visto por muitos líderes cristãos como algo que fere a fé, a consciência e os relacionamentos. Quando isso acontece, a culpa costuma vir junto — e, com ela, a sensação de que “não tem volta”. Nesta linha, um pastor/professor de filosofia cristã reuniu seis passos objetivos para quem deseja se levantar, reconstruir limites e seguir em frente com maturidade espiritual. A proposta não é humilhar; é orientar.
1) Conheça o seu inimigo
A primeira atitude é mapear a tentação. Na visão cristã, há uma batalha espiritual real e também gatilhos muito terrenos: tédio, solidão, madrugada, redes sociais, histórico no navegador.
Como aplicar: anote quando e como a queda aconteceu. Identifique gatilhos (horário, lugar, dispositivo, humor). O que é nomeado pode ser prevenido.
2) Lute contra o ódio de si mesmo
Culpa persistente vira autossabotagem. O arrependimento bíblico aponta para mudança; a culpa tóxica paralisa e isola.
Como aplicar: troque “sou um fracasso” por “fiz algo que não condiz com minha fé, e vou corrigir a rota”. Ore, peça perdão e estabeleça um pequeno passo imediato (ex.: bloquear sites, avisar um amigo de confiança).
3) Combata a cegueira espiritual
Depois do prazer imediato, muita gente relata entorpecimento: a oração trava, a leitura bíblica esfria.
Como aplicar: volte ao básico: um salmo em voz alta, uma oração simples (“Senhor, dá-me força para obedecer hoje”), e desligue os estímulos que alimentam a queda (seguindo perfis, páginas, hashtags).
4) Ame o próximo — inclusive quem você objetificou
A visão cristã defende que pessoas não são produtos. A pornografia reduz gente a objeto de consumo.
Como aplicar: pratique gestos concretos de amor ao próximo: respeito, serviço, doação, reconciliação. Reeduque o olhar: veja pessoas como portadoras de dignidade e não como “conteúdo”.
5) Confesse a um amigo maduro
Levar a luta para a luz quebra o ciclo da repetição. Confissão honesta a alguém confiável traz responsabilidade e encorajamento.
Como aplicar: escolha um parceiro de caminhada (mentor/líder/amigo) do mesmo sexo, estabeleça check-ins semanais e metas práticas (filtros, horários sem celular, jejum de telas).
6) Conheça o seu Deus — mais do que seus gatilhos
A recuperação não se sustenta só em bloqueadores. É preciso substituir: menos ruído, mais presença de Deus.
Como aplicar: fortaleça disciplinas simples e constantes: leitura bíblica diária, oração curta ao longo do dia, participação na comunidade, serviço. Onde há vida, a tentação perde força.
Resumo prático (checklist de 7 dias)
- Dia 1: bloquear sites/aplicativos e limpar histórico.
- Dia 2: contar a um amigo e combinar check-ins.
- Dia 3: revisar gatilhos (horário/lugar/dispositivo).
- Dia 4: reorganizar rotina noturna (tela fora do quarto).
- Dia 5: servir alguém intencionalmente (tirar o foco de si).
- Dia 6: tempo devocional breve e consistente.
- Dia 7: avaliar a semana, ajustar metas e recomeçar.
Conclusão: queda não é destino. Com arrependimento sincero, estratégias concretas e apoio, é possível virar a página. A graça aponta saída; a prática diária sustenta o caminho.



