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Enquanto disputa R$ 5 milhões, pipoca do BBB26 enfrenta penhora por dívida antiga

O empresário Brígido Neto, de 34 anos, participante do grupo Pipoca do BBB26, teve bens penhorados no valor de aproximadamente R$ 37 mil após deixar de cumprir um acordo financeiro firmado com a empresa de aluguel de veículos Localiza. A situação veio a público enquanto ele disputa o prêmio milionário do reality show, chamando atenção para um imbróglio judicial envolvendo seu nome e suas empresas.

A decisão foi tomada pela Justiça de Minas Gerais depois que Brígido Neto pagou apenas duas parcelas de um contrato de confissão de dívida. O caso tramita no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e resultou no bloqueio direto de valores existentes em contas bancárias vinculadas ao empresário, como forma de garantir o pagamento do débito acumulado ao longo do processo judicial.

Em junho de 2025, o Judiciário determinou a realização de uma pesquisa no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário, conhecido como Sisbajud, utilizando o mecanismo chamado de “teimosinha”. Esse procedimento permite que o sistema tente, por até 30 dias consecutivos, localizar e bloquear valores em contas e investimentos do devedor, aumentando as chances de sucesso na penhora.

Meses depois, em outubro, foi solicitado o levantamento dos valores encontrados para que a penhora fosse efetivada. A dívida original, que girava em torno de R$ 27,4 mil, acabou sendo acrescida de juros e encargos legais, alcançando cerca de R$ 9,5 mil adicionais, totalizando aproximadamente R$ 37 mil transferidos para uma conta judicial.

A juíza Adriana Garcia Rabelo, da 16ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, determinou a imediata transferência dos valores bloqueados para a conta à disposição do juízo. A ordem judicial formalizou o encerramento da etapa de constrição financeira, assegurando que o montante fosse reservado para quitar a obrigação assumida no contrato firmado anteriormente.

O processo teve início em fevereiro de 2023, quando a Localiza acionou judicialmente Brígido Neto e o Colégio Brígido Nogueira, instituição de ensino localizada em Manaus, no Amazonas, da qual ele é responsável. A ação foi motivada pelo não pagamento de valores referentes ao aluguel de veículos, incluindo acessórios, danos e multas previstos contratualmente.

De acordo com os autos, a dívida teve origem em outubro de 2022 e somava cerca de R$ 30 mil. Esse valor foi parcelado em 20 prestações de R$ 1,5 mil cada, conforme estabelecido no contrato de confissão de dívida. No entanto, apenas as duas primeiras parcelas foram quitadas, o que levou ao rompimento do acordo.

O contrato previa que a dívida consolidava exclusivamente os débitos decorrentes do aluguel dos veículos e seus acessórios, abrangendo avarias e multas aplicadas pela credora. Mesmo após tentativas de renegociação realizadas em janeiro de 2023, não houve acordo entre as partes, o que motivou a continuidade da cobrança pela via judicial.

O processo tramita em Minas Gerais porque o foro foi previamente definido no contrato firmado entre as partes. Esse tipo de cláusula é comum em contratos empresariais e estabelece previamente qual será o local competente para julgar eventuais conflitos, independentemente do domicílio das partes envolvidas no negócio.

Procurada para comentar o caso, a equipe de Brígido Neto não se manifestou até o fechamento da matéria. A empresa de aluguel de veículos também não divulgou detalhes adicionais sobre o contrato, como as marcas e modelos dos carros alugados, limitando-se às informações já constantes no processo judicial.

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