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Identificada a empresária de sucesso que morreu nesta manhã em SP

O mercado audiovisual brasileiro amanheceu mais silencioso nesta segunda-feira, 22 de dezembro. A notícia da morte de Arlette Siaretta, empresária e uma das grandes responsáveis pela profissionalização da produção televisiva no país, se espalhou rapidamente entre estúdios, redações e bastidores. Para quem vive o dia a dia da televisão, é daqueles avisos que chegam como um baque difícil de assimilar.

Arlette não era apenas um nome forte do setor. Ela foi uma mente estratégica, dessas que enxergam o todo quando muitos ainda estão presos aos detalhes. À frente da produtora Casablanca, ajudou a estruturar um modelo de produção que, por muito tempo, serviu de referência para novelas, séries e grandes campanhas publicitárias. Em uma época em que o audiovisual brasileiro ainda buscava se organizar tecnicamente, ela apostou em planejamento, investimento e, principalmente, profissionalismo.

A história da Casablanca, aliás, caminha lado a lado com a evolução do audiovisual no Brasil. Quem acompanhou essa trajetória sabe que não se tratava apenas de produzir conteúdo, mas de pensar processos, equipes e tecnologia. Arlette transitava com naturalidade entre o papel de produtora, roteirista e gestora, algo raro e admirado. Tinha o cuidado com o detalhe técnico, mas também entendia o valor humano de cada projeto, algo que muitos profissionais fazem questão de destacar hoje.

Nos últimos anos, em meio a tantas transformações no setor — do avanço do streaming às novas formas de consumo de conteúdo —, o legado de Arlette voltou a ser citado com frequência. Muitos dos métodos que hoje parecem óbvios foram, na verdade, consolidados graças a decisões tomadas décadas atrás, quando o cenário era bem mais desafiador. É por isso que sua ausência é sentida não apenas como uma perda pessoal, mas também simbólica para toda a indústria.

Com a confirmação de sua partida, detalhes de sua trajetória familiar também vieram à tona. Casada com Pedro Siaretta e mãe de Patrick Siaretta, atual CEO da Teleimage, Arlette construiu uma verdadeira dinastia no setor de mídia. Mais do que cargos ou sobrenomes, ela deixou uma visão estratégica que segue influenciando novas gerações, mantendo viva a essência do que acreditava sobre produção e inovação.

Desde as primeiras horas do dia, mensagens de condolências tomaram conta das redes sociais e dos grupos internos do mercado. Profissionais que trabalharam diretamente com ela, parceiros de longa data e representantes de grandes emissoras fizeram questão de registrar palavras de carinho e reconhecimento. Muitos lembraram não apenas da empresária firme, mas da mulher acessível, que sabia ouvir e orientar.

O velório acontece no Cemitério Parque Morumbi, em São Paulo, reunindo amigos, familiares e colegas de profissão. O sepultamento está previsto para o final da tarde, em uma despedida marcada pela emoção e pelo respeito. Em meio ao luto, a família Siaretta recebe o apoio de toda a comunidade artística, que reconhece a dimensão do legado deixado por Arlette.

Sua trajetória é daquelas que não se apagam com o tempo. Arlette Siaretta ajudou a construir pontes, abrir caminhos e estabelecer padrões que seguem presentes na televisão brasileira. Mesmo em sua ausência, sua influência continua, discreta e forte, como tudo o que realmente faz diferença.

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