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Pai e filha estão entre as 5 vítimas de acidente com micro-ônibus

Na noite da última sexta-feira (19/12), um acidente de trânsito de grandes proporções marcou de forma dolorosa a BR-386, no trecho que passa por Carazinho, no Norte do Rio Grande do Sul. O ocorrido resultou na morte de cinco pessoas e reacendeu um debate que, infelizmente, volta e meia aparece nas manchetes: a segurança nas estradas federais e o desgaste físico e emocional de quem depende delas para tratamento de saúde.

Entre as vítimas estão Fabiel Rivoli Largo, de 39 anos, e sua filha, Larissa Pedroso Largo, de apenas 8 anos. Os dois viajavam em um micro-ônibus pertencente à Secretaria Municipal de Saúde de Constantina. Segundo familiares, a viagem até Porto Alegre era rotina. Larissa realizava acompanhamento médico na capital, e Fabiel sempre fazia questão de acompanhá-la. Era uma estrada já conhecida pela família, mas, naquela noite, o trajeto terminou de forma trágica.

O motorista do micro-ônibus, Rodrigo Rodrigues Aguirre, de 42 anos, também não resistiu. Profissional experiente, era responsável por conduzir pacientes que dependiam do transporte público para acessar serviços médicos especializados, algo comum em cidades do interior do estado. Junto deles, estavam ainda os passageiros Jandir Riboli, de 72 anos, e Therezinha Letícia Anzilheiro Riboli, de 78, que também perderam a vida no local.

A colisão aconteceu por volta das 23h, no quilômetro 184 da rodovia, quando o micro-ônibus bateu em um caminhão. O impacto foi forte o suficiente para interditar completamente a BR-386 por quase seis horas, provocando longas filas e exigindo um trabalho intenso das equipes de resgate, Polícia Rodoviária Federal e concessionária responsável pelo trecho. A liberação total da pista ocorreu apenas às 4h52 da manhã de sábado (20/12).

Além das vítimas fatais, outras quatro pessoas ficaram feridas: três ocupantes do micro-ônibus e o motorista do caminhão. Todas foram encaminhadas em estado grave ao Hospital de Clínicas de Carazinho. De acordo com informações médicas divulgadas posteriormente, os feridos apresentavam fraturas, mas permaneceram conscientes e em condição estável, o que trouxe algum alívio em meio a um cenário tão pesado.

Casos como esse chamam atenção não apenas pelo número de vítimas, mas pelo contexto. Muitos municípios do interior dependem do transporte coletivo de saúde para levar pacientes a centros maiores, como Porto Alegre. São viagens longas, feitas geralmente à noite, em rodovias movimentadas e, muitas vezes, com trechos que exigem atenção redobrada.

Enquanto as autoridades seguem investigando as causas do acidente, a comunidade de Constantina e região tenta lidar com a dor e a perda. Nas redes sociais, mensagens de solidariedade se multiplicaram, especialmente em homenagem à pequena Larissa e ao pai, lembrados por familiares e amigos como pessoas queridas e muito unidas.

Mais do que números em um boletim policial, o acidente na BR-386 deixa histórias interrompidas e famílias em luto. Também reforça a necessidade de investimentos constantes em segurança viária, fiscalização e melhores condições de transporte para quem já enfrenta batalhas diárias fora das estradas.
 

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