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Zezé Di Camargo causa prejuízo ao SBT: saiba o valor

A decisão tomada por Daniela Beyruti, atual presidente do SBT, de cancelar a exibição do Especial de Natal de Zezé Di Camargo movimentou os bastidores da televisão brasileira nesta semana. O programa estava previsto para ir ao ar na quarta-feira, dia 17, em um período tradicionalmente disputado pelas emissoras, mas acabou sendo retirado da grade já com tudo pronto. O resultado disso foi um prejuízo considerável, estimado em cerca de R$ 700 mil, valor que a emissora deverá devolver aos patrocinadores.

Segundo informações divulgadas pelo colunista Flávio Ricco, a atração já estava completamente gravada e com os espaços comerciais vendidos. Ou seja, não se tratava apenas de uma ideia descartada no papel, mas de um produto finalizado, com contratos assinados e expectativas alinhadas com o mercado publicitário. O cancelamento pegou muita gente de surpresa, tanto dentro quanto fora do SBT.

Nos corredores da emissora, o comentário é de que a decisão reflete uma nova postura administrativa. Daniela Beyruti, filha de Silvio Santos, tem buscado imprimir sua própria marca na gestão, revendo formatos, cortando excessos e, principalmente, avaliando com mais rigor o retorno de cada projeto. Mesmo assim, não deixa de chamar atenção o fato de um especial natalino, gênero clássico da TV aberta, ter sido abortado tão perto da exibição.

Além da devolução das verbas publicitárias, o prejuízo não se limita apenas aos números citados. Houve custos de produção, equipe técnica, estrutura de gravação e logística. O especial contou, inclusive, com participações de peso no cenário musical brasileiro, como Alexandre Pires e Paula Fernandes, o que naturalmente eleva o orçamento de qualquer projeto. Nada disso poderá ser recuperado a curto prazo.

O momento escolhido também pesa. Dezembro costuma ser um mês estratégico para a televisão, com anunciantes dispostos a investir mais e público em clima de confraternização. Em anos anteriores, especiais musicais de Natal costumavam render boa audiência e fortalecer a imagem da emissora junto ao público familiar. Por isso, a decisão gerou debates nas redes sociais e entre profissionais do meio.

Por outro lado, há quem defenda a escolha. Parte do mercado entende que insistir em formatos tradicionais pode não trazer o retorno esperado nos dias de hoje, principalmente diante da concorrência com plataformas digitais e mudanças no hábito do telespectador. Cancelar um projeto pronto, embora doloroso financeiramente, pode ser visto como um recado claro de que a nova gestão está disposta a assumir riscos para reposicionar o SBT.

No fim das contas, o episódio mostra como decisões estratégicas na televisão vão muito além da programação exibida na tela. Elas envolvem contratos, expectativas, imagem institucional e, claro, dinheiro. Resta saber se, no médio prazo, essa postura mais firme trará os resultados esperados ou se o prejuízo quase milionário será lembrado como um passo em falso em um período de transição delicado para a emissora.

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