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Identificado o piloto que morreu ao lado da família em colisão aérea

A manhã desta quinta-feira, 18 de dezembro, amanheceu diferente para o automobilismo norte-americano. A notícia se espalhou rápido entre equipes, pilotos e fãs: Greg Biffle, ex-piloto da NASCAR e um dos nomes mais respeitados de sua geração, morreu aos 55 anos em um acidente aéreo no Aeroporto Regional de Statesville, na Carolina do Norte. Com ele, estavam a esposa, Cristina Biffle, e os dois filhos do casal, Emma, de 14 anos, e Ryder, de apenas 5. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.

O acidente ocorreu por volta das 10h20, horário local, a cerca de 45 quilômetros de Charlotte, região bastante conhecida por concentrar sedes de equipes e estruturas ligadas à NASCAR. A aeronave, um Cessna C550 registrado em nome da GB Aviation Leasing, empresa vinculada a Biffle, enfrentava uma tentativa de pouso quando caiu próximo à pista. Após o impacto, o avião foi tomado pelo fogo, segundo informações das autoridades locais.

Equipes de resgate chegaram rapidamente ao local, mas a confirmação das mortes foi feita ainda na área do aeroporto. A informação também foi confirmada pelo deputado republicano Richard Hudson, amigo pessoal de Biffle, o que deu ainda mais peso à notícia entre os moradores da região e a comunidade esportiva.

A Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) abriram investigação para apurar as causas do acidente. Técnicos trabalham na análise de dados da aeronave, condições climáticas e comunicação com a torre. Um relatório preliminar deve ser divulgado nos próximos dias, como prevê o protocolo nesses casos.

Para quem acompanhou a trajetória de Greg Biffle, a perda vai além dos números. Nascido em Vancouver, no estado de Washington, em 1969, ele começou a ganhar espaço no automobilismo nos anos 1990. Em 1995, chamou a atenção de Jack Roush, nome histórico das pistas, e passou a integrar a Roush Racing. Ali, sua carreira ganhou velocidade.

Apelidado de “The Biff”, ele entrou para a história ao conquistar títulos em duas das principais categorias de acesso da NASCAR: foi campeão da Craftsman Truck Series em 2000 e da Busch Series em 2002, feito inédito até então. Na NASCAR Cup Series, a elite do esporte, competiu de 2002 a 2016, somando 19 vitórias em 515 largadas e alcançando o vice-campeonato em 2005, uma de suas temporadas mais marcantes.

Após deixar as competições regulares, Biffle não se afastou totalmente da velocidade. Continuou envolvido com o setor de aviação, fez participações pontuais em eventos e mantinha uma presença ativa nas redes sociais. Ali, costumava dividir momentos simples do dia a dia, viagens e cenas ao lado da família. Em sua biografia, descrevia-se de forma direta: alguém que “dirige qualquer coisa que tenha rodas, motor ou asas”.

O Aeroporto de Statesville, palco da tragédia, é frequentemente utilizado por equipes da NASCAR e grandes empresas, o que reforça a ligação de Greg Biffle com a região e com o esporte que ajudou a construir. Seu legado permanece na memória das pistas, nas histórias de garagem e na lembrança de quem viu nele mais do que um piloto: um competidor apaixonado e um nome que marcou época no automobilismo dos Estados Unidos.

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