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PF confirma notícia sobre Lulinha, filho do presidente Lula

Documentos obtidos pela Polícia Federal revelam que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS, compartilharam o mesmo voo internacional com destino a Portugal. Trata-se do voo Latam JJ-8148, que partiu de Guarulhos, em São Paulo, rumo a Lisboa, em 8 de novembro de 2024. Os registros indicam que ambos ocuparam assentos na primeira classe, uma categoria de alto padrão oferecida pela companhia aérea.

Os detalhes dos assentos são precisos: Careca do INSS estava posicionado no 3A, enquanto Lulinha ocupava o 6J. Ambas as poltronas são junto à janela e proporcionam conforto elevado, com reclinação total que se transforma em cama, serviço personalizado e amenidades exclusivas. O custo de passagens nessa classe varia entre R$ 14 mil e R$ 25 mil por trecho, refletindo o luxo associado a essa opção de viagem.

A confirmação dessa viagem conjunta surgiu a partir do depoimento de Edson Claro, ex-funcionário de Careca do INSS, que mencionou o episódio à Polícia Federal. A lista de passageiros obtida pelas autoridades corroborou a presença dos dois no mesmo avião, validando parte das declarações da testemunha. Embora a CPMI do INSS tenha tentado acessar esses dados diretamente junto à Latam, o pedido foi arquivado, mas a PF conseguiu as informações de forma independente.

Esse episódio ganha relevância no contexto das investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o INSS, conhecidas como “Farra do INSS”. Careca do INSS é figura central nessas apurações, preso preventivamente por suspeitas de participação em esquemas de fraudes previdenciárias. A proximidade revelada pela viagem levanta questionamentos sobre possíveis relações entre os envolvidos, embora não configure, por si só, prova de ilicitude.

Edson Claro, em seus depoimentos extensos à PF, alegou que a viagem não foi isolada e que Careca do INSS arcava com os custos dos deslocamentos. Ele também mencionou outras acusações graves, como repasses financeiros periódicos a Lulinha, mas esses pontos permanecem sob análise das autoridades, sem comprovação definitiva até o momento.

Do lado de Lulinha, interlocutores próximos afirmam que a mera coincidência de estar no mesmo voo não implica que os dois tenham viajado juntos intencionalmente. Eles destacam que Fábio Luís planeja retornar ao Brasil ao final do ano e considera ações judiciais contra quem o associa ao escândalo, argumentando que tais ligações carecem de embasamento concreto.

As investigações continuam em andamento, com sigilo parcial imposto sobre diversos aspectos. A revelação desses documentos reforça o escrutínio sobre conexões pessoais e financeiras no âmbito das apurações do INSS, enquanto as partes envolvidas mantêm posições de negação quanto a qualquer irregularidade na relação descrita. O caso ilustra como detalhes operacionais, como listas de passageiros, podem ganhar peso em contextos de maior amplitude investigativa.

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