Homens invadem festa e deixam 12 mortos; veja o vídeo

Um tiroteio devastador abalou a icônica praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, durante uma celebração da comunidade judaica pelo Hanukkah, deixando um saldo trágico de pelo menos 12 mortos e dezenas de feridos. O incidente ocorreu na tarde deste domingo, 14 de dezembro de 2025, transformando um momento de alegria familiar em cena de pânico e luto. Centenas de pessoas, incluindo famílias com crianças, reuniam-se para o evento “Hanukkah à Beira-Mar”, que marca o início do festival das luzes, quando dois atiradores abriram fogo indiscriminadamente contra o público.
Testemunhas descreveram cenas de caos absoluto, com gritos ecoando pela areia enquanto os participantes corriam em busca de abrigo. Os agressores, armados com rifles semiautomáticos, dispararam mais de 50 tiros em menos de cinco minutos, atingindo civis desarmados em uma área lotada de barracas e atividades recreativas. A polícia de Nova Gales do Sul respondeu rapidamente, neutralizando um dos suspeitos no local, enquanto o segundo foi baleado e levado a um hospital em estado crítico. O perímetro da praia foi isolado imediatamente, e equipes de emergência trabalharam incansavelmente para socorrer as vítimas.
Entre as vítimas fatais, destaca-se a presença de uma criança de 10 anos e o rabino Eli Schlanger, da comunidade Chabad, que liderava as orações preparatórias para o acendimento da primeira vela do Hanukkah. Pelo menos 29 pessoas foram hospitalizadas, com ferimentos variando de balas alojadas a traumas causados pela debandada. Dois policiais também sofreram lesões leves durante a intervenção. Autoridades médicas confirmaram que o número de mortos pode aumentar, à medida que cirurgias prosseguem em hospitais próximos.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o ataque como um ato terrorista explícito, direcionado à comunidade judaica, e prometeu uma investigação rigorosa para identificar motivações e cúmplices. Em pronunciamento nacional, ele expressou solidariedade às famílias afetadas, descrevendo o episódio como “uma mancha imperdoável na alma da nação”. Albanese anunciou medidas de segurança reforçadas para eventos religiosos e culturais, além de um fundo de apoio às vítimas, enfatizando que a Austrália não tolerará ódio ou extremismo em seu território.
O Hanukkah, festival que celebra a rededicação do Templo de Jerusalém e a vitória da luz sobre a escuridão, é um período de união e esperança para judeus ao redor do mundo. Na Austrália, com uma das maiores diásporas judaicas fora de Israel, eventos como o de Bondi atraem milhares para praias e parques públicos, promovendo inclusão e tradição. Este ano, o ataque ocorreu no primeiro dia da celebração, interrompendo rituais simbólicos e deixando uma sombra de medo sobre comunidades que já enfrentam tensões crescentes.
Especialistas em segurança apontam para um possível aumento de antissemitismo no país, impulsionado por tensões globais, incluindo conflitos no Oriente Médio. Relatos iniciais identificam um dos atiradores como um homem paquistanês e o outro como imigrante argelino, ambos com histórico de postagens radicais em redes sociais. A polícia federal australiana, em coordenação com agências internacionais, vasculha conexões potenciais com grupos extremistas, enquanto apelos por unidade ressoam de líderes religiosos e políticos de todos os espectros.
Enquanto Sydney acorda para um dia de luto coletivo, bandeiras a meio mastro tremulam ao vento da costa, e vigílias espontâneas se formam em solidariedade. A tragédia em Bondi não é apenas um lembrete da fragilidade da paz em espaços públicos, mas um chamado urgente para combater o ódio que divide sociedades. À medida que investigações avançam, a Austrália reflete sobre como proteger sua diversidade sem comprometer a liberdade, honrando as vidas perdidas com ações concretas contra a intolerância.



