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Amiga revela real estado de saúde da mulher que foi arrastada por 1 km pelo ex

A sexta-feira (12) começou com uma notícia que trouxe alívio e esperança para familiares e amigos de Tainara Souza Santos, de 31 anos. Internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, ela despertou do coma induzido após dias de apreensão. A jovem foi vítima de um ataque cometido pelo ex-companheiro no fim de novembro, um episódio que chocou a capital paulista e reacendeu debates sobre violência contra a mulher.

Tainara foi atropelada na Marginal Tietê, na zona norte da cidade, no dia 29 de novembro. O impacto do ocorrido foi tão grave que ela precisou passar por procedimentos médicos complexos e, posteriormente, teve ambas as pernas amputadas. Desde então, seu estado de saúde vinha sendo acompanhado de perto por equipes médicas e por pessoas próximas, que aguardavam qualquer sinal de melhora.

De acordo com uma amiga próxima da família, Tainara abriu os olhos nesta sexta-feira e apresentou sinais de agitação. “Ela tentou tirar o tubo de medicação, então os médicos precisaram amarrar as mãos dela”, contou. Segundo os profissionais que acompanham o caso, essa reação é comum em pacientes que despertam após um longo período sedados. A expectativa é que o dispositivo seja retirado no sábado (13), caso a evolução continue positiva.

O relato da amiga foi marcado por emoção e até um certo alívio em meio ao susto. “A enfermeira comentou que ela é muito forte, muito guerreira. Assim que abriu o olho, já levantou a mão querendo tirar o tubo. Tivemos que amarrar as mãozinhas dela”, disse, em tom de carinho. Para quem acompanha o caso desde o início, pequenos gestos como esse representam uma vitória.

Ainda segundo a atualização médica, Tainara apresentou uma infecção considerada leve, já identificada e tratada com medicação adequada. Os médicos afirmam que, apesar do quadro exigir atenção, não há sinais de agravamento. Na quinta-feira (11), ela passou por mais uma cirurgia, o que a deixou bastante debilitada. Mesmo assim, o simples fato de ter despertado foi motivo de agradecimento. “Só dela abrir o olho, eu já agradeci muito a Deus”, resumiu a amiga.

Enquanto Tainara luta pela recuperação, o caso avança na esfera judicial. Douglas Alves da Silva, de 26 anos, ex-companheiro da vítima, tornou-se réu por tentativa de feminicídio. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, ele não aceitava o fim do relacionamento e, movido por esse inconformismo, atingiu Tainara com o carro enquanto dirigia em alta velocidade.

A juíza Paula Marie Konno destacou que existem indícios suficientes da autoria e da materialidade do crime. Por esse motivo, foi mantida a prisão preventiva do acusado, com o objetivo de garantir a ordem pública e proteger testemunhas durante o andamento do processo. Agora, o caso entra na fase de instrução, que inclui a coleta de depoimentos e a apresentação de novas provas.

Douglas foi preso no dia 30 de novembro, um dia após o ocorrido, em um hotel na Vila Prudente. Inicialmente, ficou detido no 26º Distrito Policial, no Sacomã, e depois foi transferido para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, onde permanece desde 8 de dezembro.

A história de Tainara ainda está longe de um desfecho, mas seu despertar representa um passo importante. Em meio à dor e às perdas, a força demonstrada por ela se transforma em símbolo de resistência e reforça a importância de discutir, prevenir e combater a violência contra a mulher.

 

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