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Identificado homem que morreu em competição chamada ‘Boca de Melancia’ em SP

O que começou como um momento de descontração entre hóspedes terminou de forma triste em um resort localizado na cidade de São Pedro, no interior de São Paulo. Na tarde de quinta-feira, 11 de dezembro, uma atividade recreativa promovida pelo hotel acabou resultando na morte de um homem de 37 anos, fato que causou comoção entre visitantes, funcionários e moradores da região.

Carlos Cerasomma de Oliveira Coelho, morador de Araras (SP), estava hospedado no local e participava de uma gincana organizada pela equipe de recreação. A brincadeira, conhecida como “Boca de Melancia”, reunia cerca de cinco competidores em uma disputa simples: venceria quem conseguisse comer a fruta mais rápido. Segundo informações da Polícia Civil e de testemunhas ouvidas pelo portal g1, a atividade parecia inofensiva, típica de programações recreativas comuns em resorts familiares.

A esposa de Carlos, que acompanhava o marido no passeio, relatou à polícia que tudo aconteceu muito rápido. Pouco tempo após o início da prova, ele se engasgou com um pedaço da melancia. Inicialmente, muitos acreditaram que fosse apenas um susto, algo passageiro. No entanto, a situação se agravou em questão de segundos, gerando apreensão entre os presentes.

Chamou atenção, inclusive, a simplicidade do prêmio oferecido na competição: uma porção de batata frita. O detalhe, embora pareça pequeno, acabou ganhando destaque justamente pelo contraste com o desfecho trágico. O que era para ser uma brincadeira leve, sem grandes pretensões, acabou se transformando em um episódio doloroso e inesperado.

Testemunhas relataram que, ao perceberem a gravidade do engasgamento, hóspedes e pessoas próximas tentaram ajudar. Houve gritos por socorro e tentativas de realizar manobras de desengasgo e reanimação enquanto o atendimento especializado não chegava. O clima, que antes era de lazer, rapidamente se transformou em tensão e silêncio.

Sobre o ocorrido, surgiram versões diferentes. Em nota oficial, o São Pedro Thermas Resort informou que Carlos teria sofrido um “mal súbito”, seguido de uma parada cardiorrespiratória, e que foi encaminhado com vida para atendimento médico. Já a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a morte ocorreu por asfixia causada pelo engasgamento com alimento, informação que coincide com os relatos de quem presenciou a cena.

Outro ponto mencionado por testemunhas foi o tempo de chegada do Corpo de Bombeiros, estimado em cerca de 25 minutos. Embora o socorro tenha sido acionado, esse intervalo passou a ser comentado entre hóspedes e nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a resposta em situações de emergência em locais de grande circulação de pessoas.

Carlos trabalhava como vendedor em uma indústria de plásticos e, segundo pessoas próximas, aproveitava o momento de descanso ao lado da família. Ele chegou a ser levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Pedro, mas não resistiu. O falecimento foi confirmado algum tempo depois, deixando familiares e amigos profundamente abalados.

O caso foi registrado como “morte suspeita” na delegacia da cidade, procedimento padrão nesse tipo de situação. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que deverá confirmar oficialmente a causa da morte. Enquanto isso, o resort informou que está oferecendo suporte à família enlutada.

Mais do que um episódio isolado, a tragédia reacende uma reflexão necessária sobre cuidados, prevenção e protocolos de segurança em atividades recreativas. Mesmo as brincadeiras mais simples exigem atenção, preparo e responsabilidade, para que momentos de lazer não terminem em dor e luto.

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