Paraquedas enrosca em árvore no RJ e corpo de sargento é encontrado

A manhã desta quinta-feira, 11 de dezembro, começou movimentada na região de Resende, no Sul do Rio de Janeiro. No entorno do 37º Batalhão da Polícia Militar, era possível ver a rotina típica de treinamentos e deslocamentos que fazem parte do cotidiano militar. Porém, o que deveria ser apenas mais um dia de Estágio de Salto Livre acabou resultando em uma tragédia que repercutiu dentro e fora do Exército Brasileiro.
O 2º sargento Ricardo Costa Oliveira, de 34 anos, participava de uma atividade aérea quando sofreu um acidente durante a descida de paraquedas. As informações iniciais foram confirmadas pela Polícia Civil e pelo Comando Militar do Leste (CML), que rapidamente divulgaram notas explicando o ocorrido. A cidade, acostumada a conviver com operações militares frequentes, recebeu a notícia com grande surpresa.
O incidente aconteceu por volta das 11h. Ricardo, experiente no exercício da profissão e integrante do Batalhão de Dobragens, Manutenção de Paraquedas e Suprimentos pelo Ar (B DOMPSA), realizava o salto quando seu paraquedas acabou se prendendo em uma árvore durante a aproximação do solo. Segundo o relato das equipes que acompanharam o exercício, um dos galhos não suportou o peso e se rompeu, provocando uma queda de aproximadamente cinco metros.
A resposta foi imediata. Uma ambulância do Exército, já posicionada para o suporte de rotina, chegou rapidamente ao local. De acordo com a polícia, Ricardo ainda estava consciente e conseguia conversar no momento do socorro, o que trouxe, por instantes, a esperança de que ele se recuperaria. No entanto, ao dar entrada no Hospital de Emergência de Resende, não resistiu aos ferimentos.
Enquanto tentava entender o que poderia ter influenciado o desvio do equipamento, a Defesa Civil da cidade registrava rajadas de vento entre 25,9 km/h e 27 km/h naquele mesmo horário. Embora esse fator climático tenha sido notado, o CML preferiu aguardar uma análise criteriosa antes de relacionar oficialmente as condições do tempo ao acidente. Para isso, instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM), que deverá reunir depoimentos, imagens e relatórios técnicos.
Natural de Realengo, na Zona Oeste do Rio, Ricardo era descrito por colegas como alguém comprometido e discreto, sempre pronto a ajudar. A confirmação de sua morte gerou grande impacto entre amigos e familiares, que passaram a receber inúmeras mensagens de carinho e apoio. Nas redes sociais, companheiros de farda destacaram sua dedicação e seu profissionalismo, lembrando que ele fazia parte de uma área fundamental dentro das operações aéreas do Exército.
O Exército informou que está prestando apoio integral à família, garantindo assistência durante todo o processo. Nos próximos dias, mais detalhes deverão ser divulgados, tanto sobre a investigação quanto sobre as despedidas oficiais.
A tragédia trouxe à tona reflexões sobre os riscos inerentes às atividades militares, especialmente aquelas que envolvem saltos e treinamentos aéreos. Mesmo com protocolos rígidos e equipes bem preparadas, imprevistos podem acontecer — e o episódio envolvendo o sargento Ricardo reforça, de forma dolorosa, a importância constante de aprimorar técnicas e garantir o máximo de segurança para todos os profissionais envolvidos.



