Edson Godoy, ex-repórter da TV Globo em MS, passa mal e morre aos 58 anos

A quarta-feira começou mais silenciosa para o jornalismo brasileiro. A notícia da morte de Edson Godoy, aos 58 anos, correu entre colegas de profissão, amigos e moradores de Campo Grande (MS), cidade onde ele deixou uma marca profunda ao longo de décadas de trabalho. Godoy, conhecido por seu estilo simples, direto e sempre próximo das pessoas, faleceu após sofrer um infarto em São José dos Pinhais (PR), município da região metropolitana de Curitiba.
De acordo com informações divulgadas pela TV Morena, afiliada da TV Globo onde o jornalista atuou por muitos anos, Edson passou mal ainda pela manhã. Chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu. A confirmação oficial veio no fim da tarde, por volta das 17h, em uma postagem que rapidamente se espalhou pelas redes sociais da emissora. Muitos telespectadores, inclusive, lembraram dele em reportagens que marcaram época, principalmente as pautas comunitárias, que sempre tratou com cuidado e respeito.
O velório e o sepultamento foram programados para esta quinta-feira (11), em Campo Grande, cidade que Edson considerava seu porto seguro e onde construiu a maior parte de sua trajetória profissional. A chegada do corpo ainda estava prevista para a noite da última quarta, mobilizando colegas que desejavam prestar a última homenagem. Nos grupos de WhatsApp de jornalistas locais, o clima era de consternação — muitos relembravam histórias de bastidores, viagens, coberturas complicadas e até conselhos que receberam dele ao longo da carreira.
Embora seja mais lembrado pelo trabalho na TV Morena, Godoy também teve passagens importantes por outras emissoras, como a TV MS Record e a TV Educativa, onde demonstrou versatilidade. Em tempos de transição tecnológica nas redações, Edson sempre foi daqueles profissionais que conciliavam experiência com a capacidade de se adaptar ao novo — qualidade rara, segundo colegas.
Sua trajetória, no entanto, não ficou restrita ao jornalismo. Ao longo dos anos, Edson transitou também pela comunicação pública e pela vida política. Em 2012, concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande pelo PSC. Não venceu, mas continuou envolvido nos bastidores. Chegou a ocupar o cargo de secretário de Comunicação da Prefeitura dois anos depois, contribuindo para ações institucionais e aproximando a administração municipal da comunidade. Independentemente do ambiente em que estivesse, mantinha o mesmo perfil sereno, sempre disposto a ouvir.
Edson deixa uma filha de 26 anos, que era seu maior orgulho — algo que, segundo pessoas próximas, ele fazia questão de mencionar nas conversas informais, entre um café e outro nas redações.
A notícia de sua morte repercutiu em um momento em que o país ainda comenta outros acontecimentos recentes, como o incêndio registrado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, que mobilizou passageiros e equipes de emergência. Um vídeo gravado por um viajante viralizou, trazendo relatos de tensão e correria. O contraste entre esses episódios — um envolvendo susto e outro marcado pela despedida — reforça como a vida, às vezes, mistura acontecimentos de formas inesperadas.
Edson Godoy parte deixando saudade, mas também um legado de profissionalismo e humanidade. Para quem acompanhou seu trabalho, fica a lembrança de um jornalista que sempre buscou contar histórias com verdade e sensibilidade.



