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Pai, mãe e bebê perdem a vida afogados após carro ser arrastado; vídeo

A manhã desta terça-feira, 9 de dezembro, começou diferente na região do Morro do Gato, em Palhoça. A chuva intensa, que já vinha castigando diversos bairros desde a madrugada, transformou ruas em verdadeiros corredores de água e deixou a rotina dos moradores ainda mais tensa. No entanto, ninguém imaginava que poucas horas depois a cidade estaria lidando com um episódio tão doloroso, que mobilizou equipes de emergência, vizinhos e até comerciantes locais.

As vítimas foram identificadas como Mackendy Bernard, de 32 anos; Micheline Francique Bernarde, de 37; e a pequena Kettley Dominique Bernarde, de apenas um ano. A família estava em uma Land Rover vermelha quando tentou passar por um trecho tomado pela enxurrada. A força da água surpreendeu e arrastou o veículo até um pontilhão próximo, onde acabou ficando preso. O cenário traz aquele lembrete incômodo de como, em dias de chuva volumosa, pequenas decisões podem se tornar momentos de extremo risco.

Segundo informações repassadas pelas equipes de resgate, o bebê foi encontrado fora do carro, boiando, enquanto Mackendy e Micheline permaneceram dentro do veículo. Apesar do esforço dos bombeiros, nenhum dos três resistiu. A comoção tomou conta das redes sociais e do comércio local, especialmente porque Mackendy era uma figura bastante conhecida na região. Ele era proprietário da MB Negócios Imobiliários, que possui unidades tanto em São José quanto em Palhoça. Em um comunicado publicado no perfil oficial da empresa, a imobiliária informou que as atividades estão suspensas por tempo indeterminado, em respeito ao diretor e sua família.

O episódio reacendeu um debate que, nos últimos meses, tem feito parte das conversas de quem vive em áreas sujeitas a alagamentos: como agir diante de vias inundadas? A Defesa Civil de Santa Catarina reforça com frequência que trechos alagados podem esconder buracos, correnteza forte e desníveis capazes de comprometer a estabilidade até de veículos altos. Em alguns casos, menos de meio metro de água já é suficiente para que um carro perca tração e seja levado.

Nos últimos dias, o estado enfrentou volumes de chuva acima da média, associados a um sistema que também trouxe ventos fortes e interrupções no fornecimento de energia. Especialistas comentam que, nesses períodos, a atenção precisa ser redobrada. A recomendação é simples, mas essencial: se a via estiver coberta por água ou se houver qualquer sinalização bloqueando a passagem, o ideal é buscar outro caminho ou esperar que a água escoe.

Ainda que muita gente acredite conhecer bem a região onde vive, fenômenos climáticos intensos tornam o ambiente imprevisível. E, como mostram episódios recentes registrados não apenas em Santa Catarina, mas em várias cidades brasileiras, a combinação de pressa e alagamentos pode resultar em situações extremamente perigosas.

A repercussão do caso da família Bernard também gerou uma corrente de solidariedade. Moradores, colegas de trabalho e pessoas que acompanhavam os serviços da imobiliária deixaram mensagens de apoio e condolências, lembrando do perfil empreendedor e acolhedor de Mackendy e Micheline. Em meio ao choque, sobrou o pedido coletivo para que tragédias assim sirvam de alerta.

Quando a chuva chega com intensidade, a prudência sempre será o caminho mais seguro. Cada vida preservada justifica a pausa, o retorno e a paciência diante de uma rua que parece inofensiva, mas não é.

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