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Buscas por jovem que estava desaparecida têm desfecho anunciado

A história que tomou conta das redes sociais nos últimos dias envolve a jovem Emilly Yassmyn Silva Oliveira, de 24 anos, que havia desaparecido no fim de novembro. Natural de Petrolina, ela teria viajado até Teresina para um encontro, segundo apontavam conversas recuperadas pelos investigadores. O caso, que já gerava apreensão entre familiares e amigos, ganhou novos contornos quando o corpo da jovem foi encontrado no último sábado (6), em uma área de mata na Estrada da Alegria, na Zona Sul da capital piauiense.

A partir daí, a investigação passou a avançar de maneira mais firme. O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) localizou o primeiro suspeito, Hilton Candeira Carvalho. No depoimento, ele relatou que havia discutido com Emilly após divergências sobre o valor de um encontro marcado entre os dois. Segundo Hilton, a situação fugiu do controle, e ele acabou cometendo o crime. Em meio aos relatos, indicou ainda o local onde o corpo foi deixado, já em estado avançado de deterioração devido ao tempo e às condições da mata.

Mas o caso não parou por aí. Hilton afirmou que contou com a ajuda de um segundo homem, Carlos Roberto da Silva Sousa, que teria participado da ocultação do corpo. A partir dessa informação, a polícia rastreou Carlos, que também foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos. No entanto, as versões apresentadas pelos dois começaram a destoar logo nos primeiros minutos de entrevista.

Um ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o depoimento do motorista de aplicativo que levou Emilly até o local do encontro. Ele disse que a deixou na residência de Carlos, e não na de Hilton, como este havia contado. Além disso, Hilton afirmou que Carlos teria adquirido materiais usados para tentar eliminar possíveis vestígios, o que ampliaria a participação do segundo suspeito na sequência dos acontecimentos.

O delegado responsável pelo caso tem reforçado que ainda é cedo para determinar exatamente o papel de cada um, e que todas as falas estão passando por confrontos técnicos. A equipe trabalha com análise de deslocamentos, perícias em aparelhos eletrônicos e revisão detalhada dos depoimentos. O objetivo é montar uma linha do tempo que explique com clareza os passos dados pela vítima e pelos suspeitos em Teresina.

Enquanto isso, o Núcleo de Plantão Judiciário homologou os dois flagrantes, e tanto Hilton quanto Carlos seguem presos preventivamente. A expectativa é que, nas próximas etapas da investigação, novos elementos possam ajudar a esclarecer as motivações, a dinâmica dos fatos e o grau de envolvimento de cada um.

O caso mobilizou moradores tanto de Teresina quanto de Petrolina, especialmente porque conversas e atualizações passaram a circular rapidamente nas redes sociais, como costuma acontecer em situações de grande repercussão. Ainda não há previsão de liberação dos restos mortais da jovem para a família, que aguarda o término de procedimentos periciais.

A polícia segue reunindo informações para apresentar uma conclusão sólida, enquanto familiares e amigos de Emilly esperam por respostas que ajudem a compreender o que realmente aconteceu nos últimos dias que ela passou em Teresina.
 

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