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Identificada a segunda vítima fatal de acidente que matou irmão de Chitãozinho e Xororó

A confirmação da identidade da segunda vítima fatal do acidente ocorrido na Rodovia Régis Bittencourt trouxe um sentimento ainda mais pesado para quem acompanha o universo sertanejo. Tratava-se de Douglas Riva, 48 anos, um daqueles profissionais que raramente aparecem diante das câmeras, mas que fazem toda a engrenagem de um show funcionar. Ele trabalhava como roadie da dupla Maurício e Mauri, assumindo funções que iam desde ajustar cabos até garantir que tudo estivesse no lugar certo antes de cada apresentação.

O acidente aconteceu no início da tarde de domingo, num trecho bastante movimentado da BR-116, no município de Miracatu, interior de São Paulo, já conhecido pelo fluxo intenso de caminhões. A colisão envolveu três veículos: a van da equipe sertaneja, uma carreta e um carro de passeio. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, dez pessoas estavam na van. Duas perderam a vida — entre elas Mauri e Douglas — seis ficaram feridas e duas saíram sem lesões.

A principal suspeita inicial é de que o motorista da van possa ter passado mal repentinamente, o que teria ocasionado a perda do controle do veículo. Apesar disso, os agentes reforçam que a investigação continua e que a confirmação da causa só deve vir após a conclusão dos laudos técnicos. Peritos foram acionados para avaliar o estado dos veículos, a dinâmica da batida e possíveis fatores contribuintes, como condições da pista e visibilidade no momento do ocorrido.

Douglas e Mauri foram identificados no Instituto Médico Legal (IML) de Registro. Os dois ficaram presos na estrutura da van após o impacto, o que dificultou o resgate. Até o momento, as famílias não divulgaram detalhes sobre os rituais de despedida, algo compreensível diante do momento delicado.

Nas redes sociais, o filho de Mauri, Maury Lima, que também estava na van, escreveu um depoimento tocante, lembrando de Douglas como alguém que sempre estava de bom humor, pronto para ajudar e para incentivar a equipe. Segundo ele, era comum que Douglas fosse o primeiro a cumprimentá-lo no fim dos shows. Um gesto simples, mas que revela muito sobre a forma como o roadie se relacionava com quem o cercava.

O próprio Mauri havia escolhido Douglas para integrar a equipe técnica, reconhecendo nele profissionalismo e dedicação — algo que, no meio artístico, costuma ser valorizado tanto quanto o talento que sobe ao palco. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, por se tratar de um episódio sem intenção de causar danos.

A dupla Maurício e Mauri tinha mais de trinta anos de carreira. Eles começaram oficialmente em 1990, mas já circulavam pelos bastidores desde antes: Mauri acompanhava os irmãos Chitãozinho e Xororó, enquanto Maurício atuava nos vocais de apoio. Ao longo do tempo, construíram uma trajetória sólida, com apresentações frequentes e contato próximo com os fãs por meio das redes sociais.

A perda de Mauri e Douglas deixa um vazio duplo: o da voz conhecida e o do profissional que trabalhava silenciosamente para que cada show acontecesse. Enquanto as investigações seguem, amigos, artistas e admiradores continuam prestando homenagens e aguardando esclarecimentos sobre um episódio que interrompeu de maneira inesperada duas trajetórias queridas no meio musical.
 

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