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Jovem que saiu para comprar pão é encontrado morto no Paraná

A quinta-feira (4) foi marcada por tristeza e alívio ao mesmo tempo para a família de Alexander Nelson Nitz Kruczkievicz, de 28 anos. Após dias de angústia, veio a confirmação que ninguém queria receber, mas que todos precisavam: o corpo encontrado em São Mateus do Sul, no Paraná, era, de fato, do jovem natural de Itaiópolis, no Norte de Santa Catarina. O reconhecimento foi realizado no Instituto Médico Legal (IML) de União da Vitória.

Alexander estava desaparecido desde o dia 27 de novembro, quando saiu de casa em uma ação que parecia simples: comprar pão. Ele saiu dirigindo uma Toyota Hilux cinza, pertencente ao avô, de 74 anos, e não retornou. O sumiço inesperado rapidamente mobilizou familiares, amigos e moradores da região, que passaram a divulgar o caso em redes sociais, grupos de mensagens e até em comércios da cidade.

Durante dias, a esperança se manteve viva. Cada compartilhamento, cada nova informação, por menor que fosse, reacendia a expectativa de que Alexander pudesse aparecer a qualquer momento. A família seguiu firme, buscando respostas, entrando em contato com autoridades e pedindo apoio da comunidade.

Na noite do dia 28 de novembro, um dia após o desaparecimento, moradores da localidade de Monjolos, às margens da rodovia PR-364, encontraram um corpo e acionaram as forças de segurança por volta das 20h. A Polícia Militar e a Polícia Civil estiveram no local e iniciaram os primeiros procedimentos. Naquele momento, ainda não era possível afirmar a identidade da vítima.

Somente agora, após exames e confirmação oficial, a família recebeu a notícia de que se tratava de Alexander. As autoridades informaram que havia indícios de que o jovem passou por uma situação de violência, mas, por enquanto, detalhes mais aprofundados seguem sob análise da perícia. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do ocorrido, a possível motivação e se há pessoas envolvidas no caso.

Até o momento, nenhum suspeito foi divulgado e também não há informações oficiais sobre o paradeiro da caminhonete conduzida por Alexander no dia em que desapareceu. Esse é um dos pontos considerados importantes para a investigação, já que pode ajudar a entender os últimos momentos antes da interrupção do contato com a família.

Em Itaiópolis, o clima é de comoção. Nas redes sociais, mensagens de despedida, solidariedade e apoio aos familiares se multiplicaram. Amigos descrevem Alexander como um jovem tranquilo, trabalhador e muito ligado à família. “Sempre brincalhão, sempre disposto a ajudar”, comentou uma amiga em uma publicação emocionada.

O caso também reacende um sentimento de alerta em cidades pequenas, onde situações assim parecem distantes, mas acabam mostrando que a vulnerabilidade existe em qualquer lugar. A distância entre a rotina simples e uma tragédia pode, infelizmente, ser muito curta.

A Polícia Civil reforça que qualquer informação que possa contribuir com as investigações pode ser repassada de forma anônima, pelos canais oficiais. A colaboração da população é considerada essencial para esclarecer os fatos e permitir que a família encontre as respostas que tanto busca.

Entre o luto e a saudade, ficam as lembranças, as conversas interrompidas e uma dor silenciosa que agora passa a ser compartilhada por toda uma comunidade. A expectativa é que a investigação avance e que a verdade venha à tona com responsabilidade e justiça.

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