Clã Bolsonaro em crise: Financial Times diz que família se autodestrói e Eduardo fracassa nos EUA

O clã Bolsonaro, outrora uma força dominante na direita brasileira, enfrenta agora uma crise profunda que ameaça sua relevância política. Um jornal britânico destacou recentemente como as ações da família, especialmente as de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, contribuíram para uma autodestruição aparente. Com Jair Bolsonaro cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado, o bolsonarismo parece fragmentado, abrindo espaço para novas lideranças no espectro conservador do país.
Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente, optou por um exílio autoimposto nos EUA desde fevereiro de 2025, temendo represálias judiciais no Brasil. Sua estratégia principal foi fazer lobby junto à administração de Donald Trump, buscando interferir no julgamento de seu pai pelo Supremo Tribunal Federal. Essa manobra visava pressionar as autoridades brasileiras a abandonar as acusações, mas acabou gerando consequências inesperadas e negativas para o Brasil como um todo.
O resultado do lobby de Eduardo foi desastroso: os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre importações brasileiras, o que irritou setores empresariais importantes, como o mercado financeiro de São Paulo. Em vez de ajudar Jair Bolsonaro, essa medida apenas agravou a imagem da família, expondo Eduardo a novas investigações por obstrução de justiça. Analistas veem isso como um fracasso espetacular, que não só falhou em seu objetivo como também enfraqueceu alianças econômicas internacionais.
Enquanto isso, Jair Bolsonaro iniciou o cumprimento de uma sentença de 27 anos em uma base da Polícia Federal, após violar condições de prisão domiciliar. Sua inelegibilidade pode se estender por décadas, efetivamente removendo-o do jogo político. O apoio popular ao ex-presidente diminuiu consideravelmente, com protestos em sua defesa se tornando raros e inexpressivos, sinalizando um esgotamento da base bolsonarista.
Outros membros da família, como Flávio Bolsonaro, também contribuíram para o declínio. Ações impulsivas, como organizar vigílias que irritaram o Judiciário, só pioraram a situação. Esses erros coletivos da família são vistos como uma erosão da “marca política” Bolsonaro, com fontes internas descrevendo o clã como tendo “enlouquecido” em meio à pressão.
Internamente, o clã se divide com ataques de Eduardo a potenciais sucessores, como o governador Tarcísio de Freitas, que surge como uma alternativa mais moderada na direita. Essa rivalidade expõe fissuras no movimento, acelerando a busca por um novo líder que possa unificar o conservadorismo brasileiro sem o peso das controvérsias bolsonaristas.
No fim das contas, a autodestruição do clã Bolsonaro pode marcar o fim de uma era na política nacional, forçando a direita a se reinventar. Com o bolsonarismo perdendo o rumo, o futuro depende de figuras emergentes capazes de navegar o cenário pós-Bolsonaro, enquanto a família lida com as consequências de suas escolhas arriscadas.



