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Dona de Mim: Ricardo desperta do coma e se assusta ao ver Jaques à sua frente

Ricardo desperta do coma completamente desorientado, e a primeira imagem que seus olhos identificam é justamente a última pessoa que ele esperava ver: Jaques. A visão do ex-amigo parado ao lado de sua cama o paralisa de pavor. Ainda frágil, com o corpo debilitado e a mente embaralhada, ele sente um arrepio que percorre todo o seu corpo, como se estivesse novamente à beira da morte. O susto é tão grande que ele mal consegue respirar antes de disparar a pergunta que lhe atravessa a alma como uma lâmina: “Veio terminar o serviço?”. A frase sai trêmula, mas carregada de desconfiança e medo, revelando que, mesmo sem lembrar de tudo, o instinto de sobrevivência de Ricardo já sabe que há algo de errado.

Jaques tenta manter a calma, vestindo uma máscara de preocupação que não convence. Com voz mansa, ele se aproxima e tenta controlar a situação, dizendo que está ali apenas para dar apoio. No entanto, a reação de Ricardo não deixa dúvidas de que o teatro do vilão não surte efeito. O advogado, respirando com dificuldade, repete a pergunta, agora com ainda mais angústia: “Vai me matar?”. É evidente que aquele momento não é apenas físico, mas emocional. A memória fragmentada começa a montar pequenos pedaços de um quebra-cabeça terrível, e cada imagem retorna como um golpe.

Em meio ao caos interno, flashes do acidente invadem sua mente. O barulho do caminhão, a freada brusca, a sensação de impacto, tudo parece voltar em fragmentos assustadores. Ricardo tenta organizar os pensamentos, forçando-se a lembrar. Sabe que havia alguém com ele, alguém próximo demais para ser coincidência. É quando, ainda com a voz fraca, murmura: “Você estava também…”. Jaques se apressa em negar, temendo que mais detalhes retornem. Ele tenta soar convincente, mas o nervosismo o denuncia.

Ricardo insiste, apertando a cabeça como se isso ajudasse a puxar as lembranças escondidas. Ele menciona uma mão, um toque, algo que o empurrou no último segundo antes do impacto. “Uma mão… você…?”, diz, encarando Jaques com um olhar de horror crescente. O ambiente fica tenso, e Jaques perde a compostura por um instante, percebendo que o coma não apagou tudo como ele esperava.

Uma enfermeira entra apressada ao notar a agitação do paciente. Ela tenta acalmá-lo, lembrando-o de que ainda está muito fraco e que não deve forçar a mente. Enquanto isso, Jaques se afasta discretamente, tentando parecer preocupado, mas na verdade tomado pelo medo de ser desmascarado. Ele sabe que basta uma lembrança completa para que tudo venha à tona.

Ricardo, mesmo debilitado, percebe a inquietação de Jaques ao deixá-lo. No fundo, sente que há uma verdade sombria prestes a emergir, e que sua sobrevivência talvez não seja uma coincidência. Cada fragmento que retorna aumenta não apenas sua confusão, mas também sua determinação em descobrir o que realmente aconteceu no momento que quase lhe tirou a vida.

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