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Morre Gabriel dos Santos Figueredo, de 29 anos, e deixa 4 filhos

A segunda-feira (24) amanheceu com um clima de profunda tristeza em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Familiares e amigos receberam a confirmação de que o corpo de Gabriel dos Santos Figueredo, de 29 anos, havia sido encontrado no Rio Paraná, após um dia inteiro de buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros e por equipes técnicas da Itaipu Binacional.

Gabriel havia ido ao rio no domingo (23), por volta das 7h30, acompanhado de um amigo. Segundo informações repassadas pelos bombeiros, os dois passaram parte da manhã conversando e se refrescando na água, em um trecho bastante visitado por moradores da região. Em determinado momento, o amigo percebeu que Gabriel não havia retornado para a margem e, após procurar por alguns minutos sem sucesso, acionou o resgate.

Desde as primeiras horas do desaparecimento, uma operação coordenada começou a se formar. Bombeiros e técnicos da Itaipu utilizaram um sonar de varredura — equipamento capaz de identificar grandes volumes submersos e bastante utilizado em buscas em rios mais profundos. O Rio Paraná, especialmente nessa região, possui trechos extensos e com correntezas que podem enganar até pessoas experientes.

Na tarde de segunda-feira, o corpo foi localizado a aproximadamente seis metros de profundidade, conforme relatado pelos bombeiros. A confirmação trouxe alívio pela resposta, mas também ampliou o sentimento de perda. Gabriel era casado havia 15 anos e deixa quatro filhos. Nas redes sociais, sua esposa publicou uma homenagem emocionada, lembrando o companheiro dedicado e o pai presente que ele sempre foi. A publicação recebeu centenas de mensagens de apoio de amigos, vizinhos e até desconhecidos tocados pela história.

A tragédia reacendeu um debate importante: os cuidados necessários para evitar acidentes em ambientes aquáticos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), cerca de seis mil brasileiros perdem a vida por afogamento todos os anos em rios, lagos, represas, praias e piscinas — um número que impressiona e reforça a necessidade de prevenção.

O Corpo de Bombeiros do Paraná reforça que medidas simples podem fazer diferença. Entre as principais orientações está evitar entrar em rios e represas com correnteza, especialmente em áreas sem supervisão. Outro alerta fundamental é nunca mergulhar de cabeça sem conhecer a profundidade do local.

Para quem frequenta regiões com risco de “cabeça d’água”, a dica é observar mudanças repentinas no volume ou na força da corrente. Caso isso aconteça, a orientação é sair imediatamente da água e buscar um ponto elevado e seguro. Já em embarcações, o uso de colete salva-vidas é obrigatório, além de manter equipamentos de comunicação e instruções de emergência sempre acessíveis.

Em situações de enchente ou enxurrada, a recomendação é ainda mais direta: não atravessar áreas alagadas, seja a pé ou de carro. E se a residência apresentar qualquer sinal de instabilidade, como trincas ou ruídos incomuns, a orientação é deixar o local.

Outro ponto crucial é a supervisão constante de crianças. Ambientes como piscinas, tanques, caixas d’água, banheiros e até baldes devem ser monitorados e mantidos sempre seguros. Portas com trancas, ralos anti sucção e tampas bem encaixadas são medidas simples que podem evitar acidentes.

E, em caso de emergência, a regra é clara: jamais entrar na água para realizar um resgate. O ideal é lançar um objeto que flutue, acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193 e aguardar o atendimento especializado.

A despedida de Gabriel deixa um alerta que ecoa na comunidade: prevenir é sempre o melhor caminho, principalmente quando se trata de segurança na água.
 

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