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Mistura letal pode ter sido a causa da morte da mãe de Mel Maia

A notícia da morte de Débora Maia, mãe da atriz Mel Maia, caiu como um choque na manhã desta sexta-feira, 28 de novembro de 2025. Aos 53 anos, ela foi encontrada sem vida no banheiro de sua casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, pela empregada doméstica que trabalhava na residência. O silêncio repentino de uma mulher que, apesar das turbulências familiares, ainda fazia parte da vida das filhas trouxe à tona um luto que ninguém esperava tão cedo.

Desde o início, as informações que circularam entre amigos próximos apontaram para uma causa acidental. Débora fazia uso contínuo de medicamentos controlados para tratar problemas de saúde emocional e física. Nos últimos meses, havia trocado parte da medicação, e pessoas próximas relatam que ela consumiu bebida alcoólica na noite anterior. A combinação entre certos ansiolíticos, antidepressivos e álcool é conhecida por poder levar a uma depressão respiratória grave, muitas vezes fatal, especialmente quando há alteração recente na dose ou no tipo de remédio.

A Polícia Civil registrou o caso como morte a esclarecer e abriu inquérito na 42ª Delegacia de Polícia. Peritos do Instituto Médico Legal realizaram os primeiros exames no local e não encontraram sinais de violência ou de intervenção de terceiros. Amostras foram coletadas para exame toxicológico, que deve confirmar nos próximos dias se houve, de fato, uma interação medicamentosa letal. Até o momento, tudo indica que se trata de uma tragédia doméstica, sem qualquer indício de crime.

Mel Maia, atualmente com 21 anos e em plena ascensão profissional com a série “Os Donos da Rua” na Netflix, recebeu a notícia enquanto estava em São Paulo. A assessoria da atriz divulgou uma nota curta e emocionada pedindo respeito e privacidade à família. Yasmin Maia, a irmã mais velha e dentista, foi quem organizou os primeiros procedimentos junto ao crematório. A distância emocional que existia entre mãe e filhas nos últimos anos tornou o momento ainda mais complexo, misturando dor com sentimentos não resolvidos.

O corpo de Débora será velado neste sábado, 29 de novembro, no Crematório da Penitência, no Caju, em cerimônia restrita a familiares e amigos mais próximos. A cremação está marcada para o início da tarde. A escolha pela cremação reflete um desejo antigo dela, segundo pessoas próximas, e também facilita o recolhimento da família em um momento de exposição intensa nas redes sociais, onde o nome de Mel Maia rapidamente virou trending topic.

Casos como esse reacendem o alerta sobre os perigos da automedicação e da mistura de remédios psiquiátricos com álcool. Médicos reforçam que muitos pacientes subestimam o risco, especialmente quando trocam de medicamento ou aumentam a dose por conta própria. A combinação pode parecer inofensiva em pequenas quantidades, mas é capaz de derrubar a respiração em questão de horas, sem que a pessoa perceba o que está acontecendo.

A perda de Débora Maia deixa um vazio silencioso na vida das filhas e serve como lembrete doloroso de que, por trás das luzes da fama de Mel Maia, existem histórias de dor comum a tantas famílias brasileiras. Que o luto seja respeitado e que a memória dela encontre paz entre os que a amavam, mesmo nas imperfeições de uma relação real e humana.

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