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Caso Catarina Kasten: desolado, marido desabafa em profunda tristeza

O relato de Roger Gusmão, marido de Catarina Kasten, trouxe um tom ainda mais humano e doloroso ao caso que chocou Florianópolis nos últimos dias. Em entrevista concedida ao g1, ele falou pela primeira vez sobre a perda da esposa, descrevendo uma sensação de vazio que, segundo suas palavras, “não encontra nenhum tipo de conforto”. O depoimento veio quase uma semana após o crime na trilha do Matadeiro, no sul da Ilha, local conhecido pela beleza natural e pela movimentação constante de moradores e turistas.

Roger contou que a apreensão começou cedo, ainda por volta das 9h, quando percebeu que algo não havia saído como de costume. Catarina tinha saído para a aula de natação e, naquele horário, geralmente já estava em casa. Ele estranhou o silêncio no celular, abriu o grupo da turma e viu mensagens indicando que pertences dela haviam sido encontrados no início da trilha. A partir dali, a inquietação se transformou em desespero. Ele imediatamente acionou a polícia e iniciou buscas, temendo o pior.

A confirmação da morte veio horas depois, quando dois homens que caminhavam pela região encontraram o corpo de Catarina em uma área de mata. O choque tomou conta da família e de pessoas próximas, que acompanhavam a movimentação pela trilha e aguardavam notícias com esperança. Para Roger, a situação ganhou contornos ainda mais difíceis quando recebeu informações preliminares da investigação, indicando sinais de violência no ataque. “É algo que destrói a gente por dentro”, disse ele, ressaltando a revolta que tomou conta tanto da família quanto dos moradores da região.

A comoção levou a comunidade a organizar um protesto no dia seguinte ao crime, pedindo justiça e reforçando a necessidade de medidas de segurança em trilhas e áreas naturais da cidade. O movimento reuniu moradores, amigos e colegas da universidade, todos ainda tentando compreender o que aconteceu naquela manhã.

A história do casal era repleta de planos. Eles estavam juntos havia anos e já tinham datas marcadas para mudar de vida. Um dos projetos mais comentados entre amigos era a construção da casa própria no bairro Açores, prevista para iniciar no começo de 2026. Além disso, planejaram também viajar para fora do país quando Catarina avançasse para o doutorado, ideia que animava os dois sempre que conversavam sobre o futuro. Esse conjunto de sonhos, agora interrompidos, é o que mais pesa para Roger: “Era uma vida inteira pela frente”, resumiu.

A UFSC, onde Catarina cursava pós-graduação, divulgou nota lamentando a perda da estudante e repudiando qualquer forma de violência. Professores e colegas também prestaram homenagens, destacando o comprometimento dela com a pesquisa e a rotina acadêmica.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que depende de exames complementares para concluir o inquérito. A família, enquanto tenta lidar com o luto, afirma confiar no trabalho das autoridades e reforça a esperança de que a Justiça seja feita, tanto em respeito à memória de Catarina quanto para oferecer respostas à sociedade.
 

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