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Ricardo acorda do coma em Dona de mim, mais morre nas mãos do Vilão

Ricardo finalmente dá sinais de despertar do coma após o atropelamento que o deixou entre a vida e a morte, e Tânia vive um dos momentos mais intensos desde que decidiu abandonar tudo para acompanhá-lo no hospital. Quando ouve a voz fraca do advogado murmurando palavras desconexas, ela sente o coração disparar e acredita que o pior já passou. Mesmo voltando rapidamente ao estado letárgico, o breve lampejo de consciência reacende em Tânia não apenas a esperança, mas também a sede de fazer justiça por conta própria. O médico confirma que qualquer vocalização é sinal de recuperação, e Tânia quase não consegue conter a emoção.

Sozinha no quarto, ela insiste em conversar com Ricardo, tentando trazê-lo de volta ao mundo dos vivos. A cada tentativa frustrada, reforça para si mesma a promessa de que não deixará impune quem destruiu a vida do homem que ama. Vestida de enfermeira para circular pelo hospital sem levantar suspeitas, ela corre até o médico em busca de explicações, só para ouvir que o paciente precisa de tempo. Mas, dentro dela, um relógio emocional já está em contagem regressiva, e o nome de Jaques ecoa como um alvo que se aproxima perigosamente.

A certeza de que Jaques foi o responsável pelo atentado se transforma na única verdade que orienta seus passos. Tânia passa a observar cada movimento do rival, sua postura dentro da mansão e o impacto que ainda exerce sobre Filipa e Nina. Ela sabe que Jaques age com frieza, mas ainda não imagina até onde ele pode chegar para manter as aparências e impedir que Ricardo volte a falar. No entanto, rumores obscuros começam a circular nos bastidores, evidenciando que o empresário está prestes a ultrapassar mais uma linha.

A tensão aumenta quando Jaques descobre que Ricardo balbuciou palavras e pode estar prestes a recuperar a consciência por completo. O pânico se instala nele, ainda que disfarçado sob sua habitual elegância controlada. A possibilidade de Ricardo despertar e revelar o que realmente aconteceu naquela noite o empurra para decisões desesperadas. Em silêncio, começa a arquitetar um plano para garantir que o advogado nunca volte a ameaçá-lo — um plano que não inclui deixar Ricardo vivo.

Enquanto Tânia se enche de fé e declara ao companheiro que ambos vencerão juntos, Jaques se move na direção oposta. Ele passa a frequentar o hospital sob justificativas banais, observando o ambiente, identificando horários e brechas. Cada visita, aparentemente cordial, na verdade oculta uma intenção sombria. Ele sabe que não pode agir de forma impulsiva, mas também sabe que está ficando sem tempo. A pressão aumenta, e o perigo ao redor de Ricardo cresce silenciosamente.

No quarto, Tânia continua suas declarações de amor e vingança, jurando que protegerá o advogado de tudo. Porém, sem perceber, ela própria se aproxima da tempestade que Jaques está prestes a desencadear. A lealdade dela, ainda que comovente, não é suficiente para impedir o inimigo de avançar com o plano mais cruel que já arquitetou. Enquanto ela celebra discretamente cada centímetro de progresso do amado, as sombras se fecham ao redor do leito hospitalar.

A trama se encaminha para um confronto inevitável. Jaques decide que, se quiser salvar a si mesmo, terá de matar Ricardo antes que ele acorde de vez. A crueldade dessa decisão contrasta diretamente com a esperança de Tânia, criando uma tensão que promete explodir a qualquer momento. O capítulo prepara o terreno para um embate mortal, colocando o destino de Ricardo pendurado por um fio e deixando claro que, em Dona de Mim, nem todos estão dispostos a permitir que a verdade venha à tona.

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