Luana Piovani comemora prisão de Bolsonaro com selfie no salão: “Valeu Xandão”

A manhã de 22 de novembro de 2025 começou diferente para muitos brasileiros. Enquanto uns acordavam com o choque da notícia da prisão preventiva de Jair Bolsonaro, outros comemoravam abertamente. Entre os que não esconderam a alegria estava a atriz Luana Piovani, que há anos faz oposição ferrenha ao ex-presidente e hoje vive em Portugal com os filhos.
De dentro de um salão de beleza em Lisboa, Luana postou uma selfie sorridente nos Stories do Instagram. O cabelo ainda molhado de tintura, o rosto iluminado, ela escreveu uma legenda que rapidamente viralizou: “FINALMENTE!! Todos vibram e celebram!! Uhul!! Não de biquíni que aqui já tá bem frio, mas foto ‘bonita de cabelo deuso’… consegui postar!! Valeu Xandão!!”. O apelido carinhoso era, claro, para o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão que determinou a volta imediata de Bolsonaro ao regime fechado.
A celebração da atriz não foi exatamente sutil. Luana nunca escondeu seu posicionamento político e, desde que se mudou para a Europa, intensificou as críticas ao governo anterior e aos apoiadores mais radicais. O “Valeu Xandão” soou como um grito de alívio para quem acompanha sua trajetória nas redes: era o reconhecimento de que, na visão dela, a Justiça finalmente havia agido contra alguém que, segundo ela, representava tudo o que combate.
Nos comentários e nas republicações, o país se dividiu mais uma vez. De um lado, mensagens de apoio e memes agradecendo a Luana por “falar o que todo mundo queria falar”. Do outro, xingamentos pesados, acusações de oportunismo e até ameaças. A polarização, que parecia ter dado uma trégua em alguns momentos, voltou com força total, como se a prisão de Bolsonaro tivesse reacendido brasas que nunca esfriaram de verdade.
A foto de salão de beleza, tão trivial, virou símbolo. Para alguns, era a prova de que a esquerda comemorava com champanhe enquanto o povo sofria. Para outros, era apenas uma mulher comum, mãe de três filhos, finalmente respirando aliviada ao ver um capítulo que considerava perigoso sendo encerrado. O que ninguém negou foi o impacto: em poucas horas, Luana Piovani tinha colocado seu rosto (e seu cabelo recém-tingido) no centro do debate nacional outra vez.
Longe do Brasil, mas mais presente do que nunca nas discussões políticas daqui, ela mostrou que distância geográfica não apaga convicção. A comemoração pode ter sido em Portugal, mas o eco foi sentido em cada canto do país. E enquanto uns brindavam com ela, outros juravam vingança. O Brasil, como sempre, continuava o mesmo: um lugar onde até uma selfie no cabeleireiro consegue ser manchete de jornal e motivo de briga.
No fim, o “Valeu Xandão” de Luana Piovani foi mais do que uma provocação. Foi um termômetro perfeito do momento em que vivemos: um país ainda rachado ao meio, onde uma decisão judicial não encerra nada – apenas reacende, com ainda mais força, as paixões que nunca foram embora.



