Notícia confirma e Eduardo Bolsonaro acaba de ser incluído na lista de devedores da União

Nos últimos meses, o noticiário político brasileiro tem sido marcado por episódios que mostram como a rotina parlamentar continua gerando debates acalorados, mesmo quando alguns personagens centrais estão longe de Brasília. Um desses casos envolve o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve seu nome incluído na Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O motivo? Ausências não justificadas em sessões da Câmara dos Deputados, registradas justamente no período em que ele se encontrava nos Estados Unidos.
Segundo informações da própria Câmara, o débito totaliza R$ 13.941,40, valor correspondente a quatro faltas ocorridas em março deste ano. Naquele período, Eduardo já estava fora do país, mas sua licença parlamentar só começaria oficialmente em 18 de março. Essa diferença de datas acabou gerando as ausências formais — e a cobrança subsequente.
O processo seguiu o rito previsto: primeiro, a Câmara tentou realizar a cobrança diretamente. Houve, inclusive, uma visita ao gabinete do deputado em Brasília, em agosto, para entrega da comunicação de débito. No entanto, como não houve pagamento, o caso avançou para outras instâncias. Em outubro, o nome de Eduardo já havia sido registrado no Cadin, o sistema que reúne informações sobre pendências financeiras com órgãos públicos federais.
Com a inscrição na Dívida Ativa, a PGFN passa a ter autorização para adotar diferentes medidas de cobrança. Entre elas, restrições de crédito, protesto e até mesmo ações que possam atingir o patrimônio do devedor — sempre dentro das normas legais. São procedimentos administrativos comuns, aplicados a qualquer cidadão ou empresa que tenha pendências desse tipo.
A licença parlamentar do deputado terminou em 4 de agosto. Desde então, segundo dados disponíveis no portal de transparência da Câmara, Eduardo voltou a acumular ausências. O balanço mais recente aponta 47 faltas não justificadas, uma justificada e apenas 13 presenças no plenário. Esses números são significativos porque podem influenciar diretamente na permanência de um parlamentar no cargo.
Pelas regras da Casa, um deputado pode perder o mandato se não alcançar dois terços de presença nas sessões. Apesar disso, a contagem oficial que define eventuais consequências só será fechada no próximo ano, com base na frequência registrada em 2025. Ou seja, por enquanto, não há processo em curso sobre esse tema — mas o assunto certamente ficará no radar.
O episódio ocorre num contexto político já bastante movimentado, especialmente considerando que 2025 deve ser um ano de forte preparação para as eleições municipais e, indiretamente, para o clima pré-2026. Nos bastidores de Brasília, há quem comente que toda exposição envolvendo nomes de grande repercussão acaba gerando discussões internas sobre conduta parlamentar, alinhamento partidário e imagem pública.
A equipe do deputado foi procurada pela imprensa para comentar o caso, mas, até o momento, não houve retorno. O espaço permanece disponível para esclarecimentos.
Enquanto isso, o tema segue repercutindo e deve continuar aparecendo nos debates sobre responsabilidade parlamentar, frequência nas sessões e transparência na vida pública — assuntos que, aliás, costumam ganhar força sempre que vêm acompanhados de números e decisões formais, como a inclusão de uma dívida na esfera federal.



