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O perfume que denuncia: Jaques reconhece aroma de Tânia e começa a desconfiar da ex em Dona de Mim

Jaques acompanha Filipa ao hospital com a intenção clara de controlar cada passo da visita e impedir que qualquer nova investigação avance sem seu conhecimento. Depois do alerta de Mauro, que contou sobre a presença de Leo e da própria Filipa no quarto de Ricardo sem autorização, o empresário percebeu que a situação começava a fugir de seu domínio e que precisava agir rapidamente. Filipa, por sua vez, já nutria desconfiança crescente em relação ao namorado, especialmente após episódios recentes que ligavam Jaques a acontecimentos sombrios envolvendo a morte de Abel e a misteriosa internação de Ricardo. A conversa com Leo reforçou suas suspeitas, e juntas elas passaram a organizar fatos e detalhes que poderiam revelar a verdade.

Ao longo do trajeto pelo hospital, Jaques tenta manter a postura habitual de serenidade e controle, mas sua atenção está totalmente voltada ao ambiente. Cada movimento, cada porta aberta, cada sombra no corredor parece carregar a possibilidade de uma descoberta indesejada. É nesse clima tenso que um detalhe desloca seu foco: um perfume conhecido, marcante, que desperta nele um reconhecimento imediato. Ele sente o aroma de Tânia, sua ex-mulher, com quem manteve uma relação conturbada e perigosa. A percepção é rápida, quase instintiva, e faz com que Jaques interrompa o passo por um breve instante, tentando disfarçar a inquietação.

A lembrança do perfume de Tânia provoca um turbilhão silencioso. Ela está desaparecida desde que sequestrou Ricardo, episódio que deixou Jaques em estado de alerta permanente. Saber que o cheiro dela está impregnado naquele corredor o deixa dividido entre o medo e a suspeita. Se Tânia esteve ali, então está agindo por conta própria novamente — e isso o ameaça diretamente. Ele tenta não demonstrar nada para Filipa, mas internamente sabe que precisa descobrir o que a ex-mulher está tramando. O risco de ela expor segredos que ele tanto se esforça para esconder o deixa tenso.

Enquanto isso, Tânia se mantém escondida em uma área próxima, observando tudo com atenção. Ela já havia visto Filipa e Leo visitarem Ricardo anteriormente, ocasião em que ouviu parte de uma conversa reveladora. Filipa expressou dúvida sobre o possível envolvimento de Jaques na morte de Abel, mostrando que suas suspeitas não eram mais apenas intuições vagas. Tânia, sempre estratégica, absorveu cada palavra, entendendo que Filipa estava mais próxima da verdade do que Jaques imagina.

A presença de Tânia naquele local não era coincidência, mas parte de sua tentativa de acompanhar de perto os desdobramentos da internação de Ricardo, que ainda pode revelar informações decisivas. Ela sabe que Jaques começou a desconfiar dos movimentos de Filipa e que tentará impedir qualquer avanço. A tensão entre eles, mesmo à distância, é movida pelo medo de que um dos dois revele demais.

Filipa, por sua vez, caminha sem perceber que está sendo observada por dois olhares diferentes — o de Jaques, tentando controlá-la, e o de Tânia, avaliando se a atriz está prestes a descobrir tudo. Mesmo sem saber disso, ela mantém a postura determinada, consciente de que Ricardo talvez guarde a chave para entender o que realmente aconteceu com Abel e qual o papel de Jaques nessa história obscura.

Enquanto os três circulam pelo mesmo espaço sem cruzarem diretamente seus caminhos, a trama se adensa. O perfume de Tânia, percebido por Jaques e invisível aos demais, torna-se o elemento que anuncia uma mudança iminente. Algo está prestes a ruir — seja a fachada de Jaques, o esconderijo de Tânia ou a falsa harmonia que paira entre todos eles.

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