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Mãe de médica que tirou a vida de ex-marido fala a verdade sobre a filha

O caso envolvendo a médica Nádia Tamyres Silva Lima, que já vinha mobilizando moradores de Arapiraca e repercutindo em sites locais e nacionais, ganhou um novo e inesperado capítulo nesta semana. A mãe da médica divulgou um vídeo que mudou completamente o clima em torno das investigações e reacendeu discussões sobre a versão dos fatos apresentada até agora.

Na gravação, que circulou com rapidez em grupos de mensagens e perfis da região, a mãe de Nádia defende abertamente o ex-genro, Alan Carlos Cavalcante, que morreu no domingo, dia 16, dentro do carro onde estava. A fala dela contesta diretamente as denúncias feitas pela própria filha ao longo dos últimos meses, especialmente as acusações de violência e de abuso envolvendo a criança do casal.

Em um tom firme, a mãe afirma que Alan seria inocente:
“Quem morreu foi um inocente. Se ele não fosse inocente, eu — sendo mãe biológica da Nádia — não estaria aqui pedindo à sociedade que entenda a verdade”, declarou.

Ela reforçou ainda que haveria laudos médicos apontando a inexistência de abuso. Embora não tenha apresentado os documentos no vídeo, citou que “não é um laudo só — são vários”, e classificou a situação como um “conjunto de mentiras motivado por ambição”.

Essa não foi a primeira manifestação pública da família contra as acusações feitas pela médica. O irmão, Emerson Lima Barros, já havia se posicionado anteriormente, dizendo que nunca acreditou na versão apresentada pela irmã e insistindo que Alan não teria cometido os atos denunciados.

Enquanto a família se pronuncia, as autoridades seguem o curso do inquérito. Nádia permanece presa, acusada de ter executado o ex-companheiro dentro do carro. A Polícia Civil agora deve incluir os novos depoimentos da família no processo, o que pode alterar a interpretação inicial dos fatos — ou, no mínimo, ampliar o leque de perguntas a serem respondidas.

As denúncias anteriores

Antes do homicídio, Nádia havia registrado uma série de denúncias contra Alan. Segundo informações publicadas pelo portal EuFêmea, o Ministério Público de Alagoas apresentou, em junho de 2025, uma acusação formal que foi aceita pela Justiça três meses depois. O documento menciona que o casal manteve um relacionamento de 22 anos e registra situações descritas como abusivas ao longo desse período.

Em dezembro de 2024, a médica procurou a Secretaria da Mulher e conseguiu uma medida protetiva. Nos documentos encaminhados ao Ministério Público, ela relatou episódios envolvendo restrições, controle financeiro e comportamentos que, segundo ela, tinham como objetivo impedir o fim da relação.

Um dos pontos mais delicados da denúncia envolve o boletim que acusava Alan de comportamento inadequado com a filha do casal. Nádia afirmou ter presenciado um gesto que a levou a registrar o caso, preservando a identidade da criança. Além disso, há no processo relatos de agressões físicas, como um episódio em que ela contou ter sido empurrada ao chegar em casa após um plantão de 36 horas e outro, em 2020, envolvendo lesão no braço durante uma discussão.

Outro elemento anexado ao processo foi um vídeo mencionado pela médica, no qual o ex-marido aparece supostamente colocando remédios hospitalares dentro da bolsa dela. Segundo seu relato, o conteúdo teria sido produzido para usar como forma de pressão caso ela buscasse se separar.

O cenário atual

Com a revelação do vídeo gravado pela mãe da médica, o caso ganha contornos ainda mais complexos e sensíveis. As versões se confrontam, documentos são citados, depoimentos se contradizem. Agora, cabe à Polícia Civil organizar todas essas peças, enquanto a sociedade acompanha com atenção um processo que, pelas circunstâncias e pela quantidade de elementos, promete novos desdobramentos nas próximas semanas.

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