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Comunicamos o falecimento de Weverton Fabrício Marcelino de 32 anos, em Araxá

Araxá, no Alto Paranaíba, viveu um daqueles episódios que deixam o bairro inteiro em silêncio no dia seguinte. Um morador de 32 anos, conhecido por ser prestativo e muito querido na vizinhança, perdeu a vida após tentar ajudar uma mãe que buscava abrigo para si e para o filho. A tragédia aconteceu dentro da própria casa dele, em um cenário que começou como um pedido desesperado de socorro e terminou com uma comunidade atônita.

Segundo o registro policial, tudo aconteceu muito rápido. A vizinha, de 25 anos, chegou carregando o filho no colo, após mais um episódio de agressões do marido. Quem vive em comunidade pequena sabe como o barulho das brigas acaba se tornando frequente — e, infelizmente, segundo os moradores do local, esse já era um drama que vinha se repetindo há algum tempo. Ao perceber que ela precisava de ajuda imediata, o morador abriu o portão e a acolheu dentro do quintal, tentando criar uma espécie de proteção improvisada até que a situação se acalmasse.

No entanto, poucos minutos depois, o agressor apareceu. De acordo com a ocorrência, ele avançou contra o portão e o arrombou, entrando no imóvel sem qualquer hesitação. Ao se deparar com a esposa do morador, teria se aproximado rapidamente, momento em que a vítima tentou intervir mais uma vez. Foi então que os disparos ocorreram. Ferido, o morador ainda tentou caminhar para longe, mas caiu logo adiante.

A esposa dele, em uma reação quase instintiva, se jogou sobre o corpo do marido, na tentativa de impedir que novos disparos fossem feitos. Ela acabou machucada de raspão na perna, enquanto vizinhos corriam para ligar para a polícia. Ao perceber que seria cercado dentro do bairro, o agressor fugiu de motocicleta. A vítima ainda recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.

A partir desse ponto, a investigação acelerou. Imagens de câmeras da redondeza ajudaram a polícia a traçar o caminho feito pelo agressor. Durante as buscas, os agentes foram até a casa do pai do suspeito, onde encontraram um revólver calibre .38 com registro vencido, sem munições. O homem afirmou ser o dono da arma. Já o agressor foi localizado pouco depois, detido e levado à Delegacia de Plantão, junto com a motocicleta utilizada na fuga.

No depoimento, o suspeito alegou que discutia com a esposa e que o vizinho teria interferido, justificando os disparos como uma tentativa de “defesa”. Ele também indicou o local onde havia descartado a arma usada, que foi encontrada em um terreno próximo.

A mulher, ainda abalada, relatou que vinha sofrendo agressões físicas, incluindo empurrões e ameaças, e que fugiu para proteger o filho. Ela apresentava hematomas no rosto e escoriações no corpo. A idade da criança não foi divulgada, mas não há registro de ferimentos nele.

Com base nas provas e nos relatos, o agressor permanece preso preventivamente por homicídio, tentativa de homicídio e violência doméstica. A Justiça determinou medidas protetivas urgentes para a mulher e o filho, garantindo afastamento imediato e proibição de aproximação a menos de 200 metros. O caso reacende discussões sobre a importância das redes de apoio e da denúncia rápida em situações de risco dentro do lar.

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