Caso Laís: mandante do crime se entrega à polícia no RJ

A tarde desta segunda-feira (17) ganhou um novo capítulo em um caso que vem chamando atenção no Rio de Janeiro. Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 21 anos, apontada pelas investigações como responsável por planejar a morte de Laís Gomes Pereira, 24, decidiu se entregar à Polícia Civil. A jovem chegou à Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, acompanhada de seus advogados e, de maneira discreta, optou por não dar declarações naquele momento.
Segundo informações repassadas por agentes envolvidos no caso, Gabrielle estava escondida no distrito de Figueira, em Arraial do Cabo — uma região conhecida pelas praias e pelos pequenos vilarejos tranquilos, que contrastam completamente com o clima tenso que se formou desde a divulgação das primeiras apurações.
O que mais chamou a atenção dos investigadores foi a motivação apontada: Gabrielle seria madrasta da filha de Laís e, de acordo com o delegado Robinson Gomes, demonstrava um comportamento excessivamente rígido em relação à criança. Testemunhas afirmaram que ela se referia à menina como se fosse sua própria filha, criando um ambiente de disputa silenciosa e constante.
Ainda conforme a polícia, a suspeita teria enviado imagens manipuladas da criança supostamente machucada para convencer os executores de que a menor estaria sendo maltratada. Além disso, comentários feitos em redes sociais mostram que, antes mesmo do crime, já havia uma tensão entre Gabrielle e Laís. São detalhes que reforçam a complexidade das relações envolvidas e ajudam a entender a linha de investigação seguida pelas autoridades.
O episódio que culminou no falecimento de Laís ocorreu no dia 4, em uma rua de Sepetiba, zona oeste do Rio. A jovem caminhava empurrando o carrinho do filho, de apenas 1 ano e 8 meses, quando foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta. Câmeras de segurança instaladas na região registraram toda a movimentação da dupla, que fugiu logo após o disparo.
Dias depois, no dia 10, Davi de Souza Malto, de 24 anos, se apresentou à polícia em Duque de Caxias. Ele é apontado como o garupa responsável pelo disparo. Sua mãe, em uma declaração emocionada à RECORD, afirmou ter denunciado o próprio filho por entender que precisava fazer o correto diante da gravidade da situação.
O outro suspeito, Erick Santos Maria, de 30 anos, foi detido no dia 7. Segundo as investigações, ele pilotava a motocicleta utilizada no dia do crime. Informações levantadas pela polícia indicam que ambos receberiam cerca de R$ 20 mil pelo ato.
Na sexta-feira (14), uma terceira pessoa foi identificada como peça-chave na ligação entre os executores e a suposta mandante. Trata-se de Ingrid Luiza da Silva Marques, amiga tanto de Gabrielle quanto dos homens envolvidos. Investigadores apontam que ela teria atuado como intermediária, facilitando a comunicação entre o grupo.
Agora, com todos os principais suspeitos identificados, a investigação entra em uma fase decisiva. As autoridades buscam esclarecer os últimos detalhes e construir uma narrativa completa do que teria motivado um desfecho tão triste para uma jovem mãe, sua família e toda a comunidade que acompanha o caso com atenção.



