Criança que estava desaparecida em Jaraguari foi encontrada sem vida dentro de b…Ver mais

A manhã desta sexta-feira (14) começou pesada em Jaraguari, no Mato Grosso do Sul. A notícia da morte do pequeno Kelvin Rodrigues dos Santos, de apenas 8 anos, atravessou a cidade como um choque coletivo, daqueles que faz todo mundo parar por um instante para tentar entender o que aconteceu. Kelvin havia desaparecido no fim da tarde de quinta-feira (13), por volta das 17h, na região da Vila Otaviano, onde morava e costumava brincar com frequência.
Durante toda a noite, vizinhos, familiares e conhecidos percorreram as ruas estreitas da vila, chamando pelo garoto, vasculhando terrenos e áreas de mato. Foi aquela mobilização típica de cidade pequena, onde todo mundo conhece todo mundo e a dor de um acaba sendo dividida com muitos. Um dos familiares, visivelmente abalado, confirmou ainda cedo o que ninguém queria ouvir: o corpo do menino havia sido encontrado.
A confirmação oficial veio pouco depois pela Polícia Civil, que imediatamente iniciou os trabalhos no local. O delegado Mario Queiróz, que acompanha o caso de perto, explicou que tudo indica que Kelvin morreu afogado. Segundo o delegado, o garoto caiu em um buraco tomado por água da chuva, com aproximadamente um metro de profundidade. Um detalhe que dói ainda mais é que Kelvin estava acostumado a brincar justamente por ali, um cenário que para ele era parte da rotina, do cotidiano simples de uma infância que gostava de explorar o ambiente ao redor.
“Estamos no local. Aparentemente, ele foi brincar e acabou se afogando nesse buraco. A perícia, preliminarmente, afirma se tratar de afogamento”, disse Queiróz em entrevista no início da manhã. A fala foi curta, mas clara. O delegado reforçou que o ponto onde Kelvin foi encontrado estava completamente alagado devido às fortes chuvas dos últimos dias — fenômeno que vem atingindo diferentes regiões do estado e que nesta semana chegou a provocar alagamentos em vários pontos de Campo Grande.
No começo da apuração, chegou a circular a informação de que o menino teria sido encontrado em um rio próximo. A notícia correu rápido pelas redes sociais, como costuma acontecer. Mas logo a versão foi descartada pela própria equipe de perícia, que apontou o local exato do achado: o buraco encharcado, escondido entre a vegetação e sem qualquer sinalização de risco.
Aos poucos, enquanto os peritos finalizavam o trabalho e agentes recolhiam o corpo, a vizinhança foi se aproximando, formando aquele círculo silencioso que costuma surgir de maneira quase automática em momentos como esse. Gente sem palavras, algumas lágrimas discretas, outras nem tanto. Comentários cruzados sobre como Kelvin era um menino alegre, sempre correndo de um lado para o outro. Histórias pequenas, mas que dizem muito quando uma vida tão curta se encerra de maneira tão repentina.
Agora, a Polícia Civil aguarda o laudo completo da perícia para concluir o caso. No entanto, tudo indica que se tratou de uma tragédia súbita, um acidente que pegou a todos de surpresa. Enquanto isso, a cidade tenta assimilar o ocorrido, abraçando a família na medida do possível e lidando com o silêncio que fica quando uma criança parte cedo demais.



