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Príncipe William surpreende Luciano Huck ao revelar sobre os filhos: ‘Não têm…’

Em um momento de rara abertura, o príncipe William, herdeiro do trono britânico, concedeu uma entrevista exclusiva ao apresentador brasileiro Luciano Huck, exibida no Domingão com Huck neste domingo (9 de novembro de 2025). A conversa, gravada no icônico Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, durante a primeira visita oficial do príncipe ao Brasil, revelou não apenas suas impressões sobre o país, mas também detalhes íntimos da vida familiar. William, que veio ao Brasil para participar da COP-30 em Belém e da cerimônia do Prêmio Earthshot, surpreendeu o público ao discutir a criação de seus filhos, destacando uma escolha radical: nenhum deles possui celular. Essa revelação, em meio a um bate-papo descontraído e cheio de bom humor, reflete os desafios modernos de equilibrar realeza, privacidade e proteção infantil.

A entrevista começou com toques de leveza cultural. Luciano Huck, apresentando o encontro como uma conversa entre “o mais carioca dos ingleses”, elogiou a afinidade de William com o Brasil, relembrando passeios por pontos turísticos como o Maracanã, Copacabana e o Cristo Redentor. O príncipe, demonstrando entusiasmo, testou seu português recém-aprendido com um “obrigado” e “bom dia”, arrancando risos do apresentador. Huck presenteou William com uma camisa da Seleção Brasileira, e o herdeiro retribuiu falando de sua paixão pelo futebol: “Eu e meus filhos amamos jogar juntos, e acompanho jogadores brasileiros na Premier League”. Esse intercâmbio cultural serviu de pano de fundo perfeito para mergulhar em temas mais pessoais, como a paternidade em tempos digitais.

O ponto alto da revelação veio quando Huck, curioso sobre a rotina dos príncipes mirins, indagou sobre o primogênito George. “Quantos anos ele tem?”, perguntou o apresentador. “Doze”, respondeu William. “E não tem telefone?”, insistiu Huck, ecoando a surpresa de muitos pais contemporâneos. Com um sorriso admitidamente tenso, o príncipe confirmou: “Não, não tem. Para ser sincero, está chegando num ponto em que isso começa a ficar tenso”. George, Charlotte (10 anos) e Louis (7 anos), frutos do casamento com Kate Middleton, crescem sem acesso a smartphones, uma decisão que William e Kate tomaram para preservar a inocência infantil. Ele explicou que, talvez no ensino médio, George ganhe um aparelho com “acesso limitado”, mas enfatizou o diálogo aberto: “A gente conversa e explica por que não achamos certo”.

Essa escolha não é isolada, mas parte de uma estratégia mais ampla para proteger as crianças dos perigos da internet. William foi categórico: “Com um celular de acesso total, as crianças acabam vendo coisas que não deveriam”. Em um mundo onde redes sociais e conteúdos inadequados proliferam, o príncipe destacou os riscos de exposição precoce a informações tóxicas, cyberbullying ou vícios digitais. Estudos recentes, como os da American Academy of Pediatrics, reforçam essa visão, recomendando que crianças abaixo de 12 anos evitem telas não supervisionadas para evitar impactos no desenvolvimento emocional e cognitivo. Para a família real, onde a privacidade é um luxo raro sob os holofotes da mídia, essa restrição ganha contornos ainda mais urgentes, priorizando brincadeiras no jardim e interações presenciais sobre likes e notificações.

Além da tecnologia, William compartilhou vislumbres de uma paternidade “normal” dentro dos limites da coroa. “Sou motorista, levo pras festinhas, aos jogos e brinco no jardim quando posso. Eu e Kate nos dividimos – provavelmente ela leva mais que eu”, confessou, humanizando a imagem do futuro rei. Um vídeo de um pequeno fã pernambucano, William Arthur, perguntou sobre as brincadeiras favoritas, e o príncipe respondeu com afeto, mencionando jogos de futebol em família. Essa rotina cotidiana contrasta com o peso do legado real, mas William enfatiza a importância de ser presente, especialmente após desafios recentes, como os diagnósticos de câncer de seu pai, o rei Charles III, e de Kate. “Toda família passa por momentos difíceis. Nós escolhemos ser honestos com nossos filhos, tanto sobre as coisas boas quanto as ruins”, revelou, defendendo a transparência como ferramenta para resiliência.

O encontro também tocou no laço afetivo entre o Brasil e a família real britânica, um tema que emocionou William. Huck relembrou visitas históricas da rainha Elizabeth II, de Charles e, especialmente, da princesa Diana, cuja memória ainda inspira o filho. Como presente, o apresentador entregou uma foto de Diana em São Paulo, em 1991, durante uma visita à Fundação Casa – um gesto que fez o príncipe sorrir com nostalgia: “É verdade. Em que ano foi isso? Sim, sim”. Diana, conhecida por seu ativismo humanitário, influenciou profundamente o compromisso de William com causas ambientais e sociais, como o Earthshot Prize, que ele apresentou no Rio. Essa conexão transatlântica reforça como o Brasil, com sua liderança em sustentabilidade, ressoa no coração do príncipe.

A revelação de William sobre os celulares dos filhos ecoa um debate global sobre parentalidade digital, inspirando pais e educadores a repensarem o papel da tecnologia na infância. Em um era de hiperconectividade, onde crianças de 8 anos já postam nas redes, a postura da família real serve como exemplo de equilíbrio: proteção sem isolamento total. A entrevista não só fortaleceu laços culturais entre Brasil e Reino Unido, mas também humanizou William, mostrando-o não como um ícone distante, mas como um pai navegando dilemas comuns. Ao admitir as “tensões” crescentes com George, o príncipe lembra que, mesmo em palácios, a criação de filhos é uma jornada coletiva, guiada por amor, diálogo e um toque de teimosia real.

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