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Triste notícia acaba de chegar para Lula

A mais recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta terça-feira (11 de novembro), trouxe números que chamaram atenção e reacenderam o debate político nas redes sociais. Segundo o levantamento, a maioria dos brasileiros desaprova a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem conduzindo o país.

De acordo com o instituto, 50,9% dos entrevistados afirmaram desaprovar o governo, enquanto 45,9% disseram aprovar. Outros 3,2% preferiram não opinar ou não souberam responder. Os números, divulgados em meio a uma sequência de desafios econômicos e políticos, mostram um cenário de polarização que parece longe de arrefecer.

Quando a pesquisa foca na avaliação do desempenho da gestão, o retrato é ainda mais complexo: 43,3% classificaram o governo como ruim ou péssimo (9,0% ruim e 34,3% péssimo). Já 32,1% consideraram o governo ótimo ou bom — sendo 11,7% ótimo e 20,4% bom —, enquanto 23,2% o avaliaram como regular. Apenas 1,4% não soube ou preferiu não opinar.

Esses números vêm num momento em que o governo tenta recuperar o fôlego em meio a disputas no Congresso, críticas à política econômica e dificuldades em retomar o crescimento de setores estratégicos. Nos últimos meses, Lula intensificou agendas públicas, inclusive em regiões que historicamente lhe garantem bons índices de aprovação, como o Nordeste.

Diferenças regionais revelam cenário desigual

Um dos pontos mais interessantes da pesquisa é o contraste entre as regiões. No Nordeste, reduto tradicional do petismo, o presidente mantém maioria de apoio: 57,3% dos entrevistados disseram aprovar o governo, contra 38,2% que desaprovam.

Já no Sudeste, onde está o maior número de eleitores do país, a balança pende para o outro lado — 44,3% aprovam e 53,3% desaprovam. A situação é semelhante nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde a desaprovação chega a 54,9%, ante 41,1% de aprovação. Mas é no Sul que Lula enfrenta seu pior desempenho: 63,8% dos entrevistados disseram desaprovar o governo, contra apenas 34,1% de aprovação.

Essa divisão regional reflete não apenas preferências políticas, mas também diferenças econômicas e culturais. Enquanto no Nordeste programas sociais como o Bolsa Família continuam sendo um fator de peso, no Sul e no Sudeste há maior insatisfação com temas ligados à economia, inflação e segurança pública.

Detalhes técnicos e reações

O levantamento foi feito entre os dias 6 e 10 de novembro, com 2.020 pessoas de todas as regiões do Brasil, todas com 16 anos ou mais. A margem de erro global é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O Paraná Pesquisas também divulgou as margens regionais: no Sudeste, onde foram realizadas 851 entrevistas, o erro é de 3,4 pontos; no Nordeste, com 557 entrevistas, de 4,2 pontos; nas regiões Norte e Centro-Oeste, de 5,6 pontos; e no Sul, de 5,8 pontos.

Nas redes sociais, os resultados já geraram debate. Enquanto apoiadores de Lula destacam que o índice de aprovação segue “dentro da média histórica”, críticos dizem que os números confirmam uma perda de popularidade preocupante para o governo.

Em ano pré-eleitoral, e com a economia caminhando a passos lentos, o Planalto deve encarar esses dados como um alerta. Afinal, o humor do eleitorado parece cada vez mais volátil — e 2026 já começa a aparecer no horizonte político.

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