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Mãe, filha e neto perdem a vida da pior forma no MS

A pequena cidade de Rochedo, localizada a cerca de 80 quilômetros de Campo Grande (MS), amanheceu em choque nesta segunda-feira (10). Três pessoas da mesma família — mãe, filha e neto — foram brutalmente assassinadas a facadas e tiveram os corpos queimados dentro da própria casa. O caso, que chocou até os investigadores mais experientes, está sendo tratado pela Polícia Civil como “morte a esclarecer”, embora os indícios apontem para um crime de ódio e vingança.

As vítimas foram identificadas como Irailde Vieira Flores, de 83 anos, Rosimeire Vieira de Oliveira, de 37, e o adolescente Bruno de Oliveira Gonçalves, de apenas 14 anos. Segundo informações iniciais, os três foram atacados ainda durante a madrugada, antes que o incêndio tomasse conta da residência. Os exames preliminares realizados no Instituto Médico Legal apontam que cada uma das vítimas sofreu ao menos seis golpes de faca, concentrados na região do pescoço e do tórax.

Uma faca suja de sangue foi encontrada próxima ao portão da casa e encaminhada para análise pericial. A principal linha de investigação, segundo fontes próximas à polícia, gira em torno do ex-namorado de Rosimeire, um homem de 37 anos que, conforme relatos de moradores, não teria aceitado o fim do relacionamento.

De acordo com vizinhos, o incêndio começou por volta das 3h da manhã. Moradores acionaram a Polícia Militar pelo 190 e tentaram conter as chamas com baldes e mangueiras enquanto aguardavam o Corpo de Bombeiros. Um dos primeiros a chegar foi um brigadista de um frigorífico local, que relatou ter entrado no imóvel e encontrado um corpo carbonizado — que, segundo ele, parecia ser o de uma criança.

Pouco tempo antes da tragédia, uma amiga de Rosimeire recebeu uma mensagem via WhatsApp na qual a mulher pedia socorro, dizendo que havia alguém dentro da casa. A polícia tenta confirmar a autenticidade e o horário exato do envio dessa mensagem, que pode se tornar uma das peças-chave para entender o que aconteceu naquele momento de horror.

Por indicação de moradores, os policiais localizaram o suspeito poucas horas depois. Ele foi detido, algemado — por risco de fuga — e conduzido até a delegacia, onde prestou depoimento. Durante o interrogatório, negou qualquer envolvimento no crime e alegou ter passado a noite na companhia de amigos. Após ser ouvido, foi liberado, mas segue sendo investigado.

Enquanto isso, peritos da Polícia Científica trabalharam durante toda a manhã no local, recolhendo amostras e vestígios do incêndio. O cenário encontrado foi descrito como “devastador”, com móveis queimados, sangue espalhado e marcas de luta corporal.

O caso comoveu os moradores de Rochedo, cidade tranquila e de pouco mais de 5 mil habitantes, onde crimes violentos são raros. Muitos se reuniram em frente à casa incendiada, em silêncio, chocados com a brutalidade do ocorrido.

As investigações seguem sob sigilo, mas a expectativa é de que as próximas 48 horas sejam decisivas. A polícia aguarda o resultado da perícia da faca e a análise de câmeras de segurança de ruas próximas, que podem ajudar a reconstruir os últimos passos da família e esclarecer quem foi capaz de uma barbárie tão cruel.

Em Rochedo, o sentimento é um só: medo e tristeza por uma família inteira que teve a vida interrompida de forma brutal — dentro do lugar onde deveria estar mais segura.

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