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Corpos das vítimas do tornado no PR são enterrados sob forte comoção e orações

As seis pessoas que perderam a vida durante a passagem do tornado que devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, foram sepultadas neste domingo, 9 de novembro, em meio a comoção e tristeza. A tragédia, considerada uma das mais intensas já registradas na região, não apenas tirou vidas, mas também deixou um rastro de destruição e um número alarmante de feridos, que já ultrapassa 750 pessoas, segundo as autoridades locais. O fenômeno, que atingiu ventos de mais de 250 km/h, transformou completamente a paisagem do pequeno município paranaense.

As vítimas fatais foram oficialmente identificadas como Julia Kwapis, de 14 anos; Adriane Maria de Moura, de 47; Jurandir Nogueira Ferreira, de 49; Claudino Paulino Risse, de 57; e José Gieteski, de 83 — todos moradores de Rio Bonito do Iguaçu. A sexta vítima foi José Neri Geremias, de 53 anos, residente em Guarapuava, cidade vizinha também afetada pelos ventos. A despedida das vítimas mobilizou centenas de moradores e voluntários, que se reuniram para prestar as últimas homenagens. Em meio a lágrimas e orações, as famílias lamentaram a perda repentina de entes queridos.

De acordo com as informações repassadas pelas prefeituras locais, quatro das vítimas foram sepultadas em Rio Bonito do Iguaçu, enquanto as outras duas tiveram seus funerais realizados em municípios próximos, para onde foram levadas devido às condições de infraestrutura e deslocamento. A cidade ainda tenta se reorganizar após o desastre. Igrejas e ginásios se transformaram em abrigos improvisados, recebendo dezenas de famílias que perderam suas casas ou tiveram os imóveis severamente danificados.

Segundo o governo do Paraná, o número de feridos e desabrigados continua crescendo à medida que o levantamento dos danos avança. Mais de 750 pessoas foram atendidas em hospitais da região, e outras mil estão desalojadas, precisando temporariamente de abrigo em casas de parentes ou amigos. O governo estadual decretou luto oficial de três dias em memória das vítimas e declarou situação de emergência para acelerar a liberação de recursos e apoio federal. A Defesa Civil e equipes do Corpo de Bombeiros seguem trabalhando sem descanso no resgate de moradores, retirada de entulhos e reconstrução das áreas mais afetadas.

Os primeiros levantamentos realizados pelas autoridades apontam que cerca de 90% do município foi afetado de alguma forma pela força dos ventos. Casas inteiras foram destruídas, postes e árvores arrancados do solo e veículos arremessados a metros de distância. A força do tornado foi tão intensa que transformou a zona urbana em um cenário de guerra. De acordo com os meteorologistas, o fenômeno foi classificado como EF3 na Escala Fujita, o que indica ventos que podem variar entre 218 e 266 km/h.

Com aproximadamente 14 mil habitantes, Rio Bonito do Iguaçu está localizada a 400 quilômetros de Curitiba e enfrenta agora o desafio de se reconstruir. Além das perdas humanas e materiais, o município enfrenta falta de energia elétrica e água, com mais de 3 mil imóveis ainda sem luz. O governo estadual mobilizou caminhões-pipa, equipes médicas e assistência social para apoiar os moradores. Em meio à devastação, os paranaenses se unem em solidariedade, buscando transformar a dor em força e esperança para reerguer a cidade que o tornado quase apagou do mapa.

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