Inmet mantém alerta vermelho para 4 estados por ciclone: ventos acima de 100 km/h e risco de ressacas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu e manteve alerta vermelho para quatro estados brasileiros devido à atuação de um ciclone extratropical que avança pelo litoral sul do país. São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão na área de maior risco, com previsão de ventos costeiros intensos que podem superar 100 km/h até a manhã deste domingo, 9 de novembro de 2025. Esse tipo de alerta, o mais grave na escala do Inmet, indica perigo iminente à população, com potencial para danos significativos à infraestrutura urbana e rural.
Os ventos fortes são o principal fenômeno associado ao ciclone, capazes de derrubar árvores, postes de energia e estruturas frágeis, além de provocar interrupções no fornecimento de eletricidade e no tráfego em rodovias. Em áreas litorâneas, a combinação de rajadas intensas com a maré alta aumenta o risco de ressacas, que podem invadir calçadões, ruas próximas à orla e até residências à beira-mar. Autoridades recomendam que moradores evitem deslocamentos desnecessários e protejam bens expostos.
Além do alerta vermelho para ventos, São Paulo enfrenta um alerta laranja para tempestades, com chuvas que podem acumular até 100 milímetros em 24 horas em algumas regiões. Esse volume elevado de precipitação eleva o risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios, especialmente na Baixada Santista e no litoral norte paulista. Cidades como Santos, Guarujá e Ubatuba já registram pontos de inundação e interrupções no trânsito.
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o impacto do ciclone se soma a uma semana de instabilidade climática, com acumulados de chuva que já superam a média mensal em diversas localidades. Porto Alegre, Florianópolis e cidades do vale do Itajaí monitoram níveis de rios e ativam planos de contingência. Equipes da Defesa Civil estão em alerta máximo, com abrigos preparados para receber desalojados e desabrigados.
O Paraná, por sua vez, concentra preocupações no litoral, onde portos como Paranaguá podem suspender operações devido às condições marítimas adversas. Pescadores foram orientados a não sair ao mar, e o tráfego de embarcações foi restringido. Em Curitiba e na região metropolitana, rajadas de vento já causaram quedas de galhos e interrupções localizadas de energia na noite de sábado.
Especialistas do Inmet explicam que o ciclone extratropical se formou a partir da interação entre uma massa de ar frio vinda do sul e uma frente quente estacionada sobre o oceano. Esse contraste térmico intensifica a circulação dos ventos, gerando um sistema de baixa pressão que “puxa” ar com força ao longo da costa. Embora comum na primavera austral, a intensidade deste evento chama atenção pela abrangência territorial e pela rapidez de evolução.
Diante do cenário, a recomendação é clara: acompanhe os boletins oficiais do Inmet e da Defesa Civil, evite áreas de risco e mantenha um kit de emergência com documentos, medicamentos e itens básicos. A previsão indica melhora gradual a partir da tarde de domingo, mas os efeitos residuais, como ondas altas e ventos moderados, podem persistir até segunda-feira. A prevenção permanece como a melhor resposta a eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.



