Renata Lo Prete paralisa Globo com notícia mais triste

A edição do Jornal da Globo da última sexta-feira, 7 de novembro, terminou com um silêncio difícil de esquecer. A jornalista Renata Lo Prete, conhecida por sua postura firme e serenidade diante das câmeras, mal conseguiu esconder a comoção ao anunciar uma das notícias mais tristes do ano: um tornado de proporções inéditas havia destruído cidades inteiras no interior do Paraná, deixando um rastro de mortes e desespero.
“Consequências arrasadoras do tornado que passou pelo interior do Paraná nesta sexta, matando pelo menos cinco pessoas”, disse Renata, com a voz embargada, antes de uma pausa que parecia traduzir o impacto coletivo daquela tragédia. O estúdio, geralmente tomado por gráficos e análises econômicas, deu lugar a imagens de destruição — casas reduzidas a escombros, postes tombados e famílias tentando recuperar o pouco que restou.
Na manhã seguinte, o cenário nas cidades atingidas era de total desolação. De acordo com informações atualizadas pelo g1, o número de mortos subiu para seis, enquanto mais de 600 pessoas precisaram de atendimento médico. Cinco das vítimas eram de Rio Bonito do Iguaçu — o município mais atingido — e uma de Guarapuava, também na região Centro-Sul do estado.
As vítimas em Rio Bonito do Iguaçu foram identificadas como três homens, de 49, 57 e 83 anos, e duas mulheres, de 47 e 14 anos. Já em Guarapuava, o tornado tirou a vida de um homem de 53 anos. A força dos ventos, que chegaram a impressionantes 250 km/h, foi classificada como de intensidade EF3, em uma escala que vai até EF5, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
Um fenômeno raro e devastador
O tornado foi provocado por um ciclone extratropical que atingiu o Sul do país, trazendo consigo fortes chuvas, ventanias e granizo. O mesmo sistema meteorológico causou estragos também em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Já no Sudeste, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro foram colocados em alerta, devido à previsão de tempestades severas e ventos fortes.
Em Rio Bonito do Iguaçu, o cenário é comparado por moradores a um “campo de guerra”. A Defesa Civil estima que 80% da cidade tenha sido destruída, um número difícil até de dimensionar. Árvores foram arrancadas pela raiz, telhados voaram por quilômetros e ruas inteiras ficaram intransitáveis. “A cidade acabou. Não tem outra palavra”, disse um morador emocionado à RPC, afiliada da Globo.
Com cerca de 14 mil habitantes, o município fica a 400 quilômetros de Curitiba e agora enfrenta o desafio de reerguer-se do zero. Mais de mil pessoas estão desabrigadas, muitas delas abrigadas em ginásios improvisados, enquanto bombeiros e voluntários seguem em busca de desaparecidos.
Emoção no jornal e solidariedade nacional
A forma como Renata Lo Prete noticiou a tragédia chamou a atenção do público. Nas redes sociais, telespectadores destacaram o tom humano e contido da apresentadora. “Dava pra sentir a tristeza na voz dela”, escreveu uma usuária no X (antigo Twitter).
Diante da magnitude do desastre, o governo federal e o governo do Paraná mobilizaram equipes para o local. A prioridade agora é garantir abrigo, alimentação e atendimento médico às vítimas.
O tornado que abalou o Paraná não destruiu apenas casas — ele feriu o coração de um país inteiro que, nesta semana, se viu unido em luto, compaixão e esperança por recomeços.



