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Tornado atinge escola em Santa Catarina e deixa cenário de destruição

O som do vento ganhando força, o tremor das janelas e o chão vibrando foram os primeiros sinais de que algo terrível estava prestes a acontecer na Escola de Educação Básica Jacob Maran, localizada em Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. O que começou como uma tarde comum de aulas se transformou em uma experiência de puro pavor e impotência diante da força da natureza. Por volta das 13h de sexta-feira, 7 de novembro, um tornado atravessou a comunidade de Jorge Lacerda, deixando um rastro de destruição por onde passou — inclusive dentro da escola, minutos depois de as crianças terminarem o lanche.

De acordo com relatos da diretora, Marta, tudo aconteceu de forma repentina. “O tempo escureceu, parecia noite. De repente, um redemoinho surgiu no pátio e o vento começou a arrancar árvores, janelas e telhados”, contou, ainda abalada. Professores e funcionários agiram instintivamente para proteger os alunos, buscando abrigo debaixo de mesas e carteiras. O barulho era ensurdecedor e o ar parecia vibrar com a força do vento. Em poucos segundos, a estrutura da escola começou a ceder, e o que era um espaço de aprendizado e alegria se transformou em um cenário de caos e destruição.

Apesar do impacto devastador, nenhuma criança ou funcionário ficou ferido, algo que a diretora e os moradores descrevem como um milagre. As rajadas de vento foram tão intensas que derrubaram muros, arrancaram o telhado e destruíram várias salas de aula, deixando o prédio praticamente inutilizável. No entanto, a ausência de vítimas foi o que manteve viva a esperança de todos. “Perdemos parte da escola, mas não o mais importante: as vidas”, disse Marta, emocionada. Em meio aos escombros, os alunos foram rapidamente levados para um local seguro, enquanto os bombeiros e a Defesa Civil avaliavam os danos e interditavam o prédio.

Imagens aéreas feitas por drone mostram a dimensão do desastre. A escola, que antes abrigava risadas e sons infantis, agora aparece cercada por destroços, árvores tombadas e pedaços de telhado retorcidos. Segundo os moradores, o tornado durou menos de um minuto, mas o suficiente para causar danos em diversas residências, derrubar postes e interromper o fornecimento de energia elétrica em boa parte da comunidade. A força do fenômeno surpreendeu até os meteorologistas, que ainda analisam as condições que favoreceram sua formação.

Nos arredores, o cenário era de desolação e incredulidade, mas também de solidariedade. Rapidamente, vizinhos e voluntários se mobilizaram para ajudar a reconstruir a escola e prestar apoio aos funcionários. Famílias abriram as portas de suas casas para abrigar professores, e empresários locais ofereceram materiais de construção. A comunidade de Jorge Lacerda mostrou que, mesmo quando o vento leva tudo, a força coletiva é capaz de reerguer o que foi destruído.

Em meio ao silêncio deixado pela tempestade, um som começou a ecoar novamente — o da esperança. Entre paredes derrubadas e livros espalhados, renasce o desejo de recomeçar. “A escola pode ser reconstruída. A vida segue, e o mais importante é que estamos juntos”, afirmou Marta. Assim, entre lágrimas e gestos de solidariedade, a Jacob Maran se transforma em símbolo de resistência, provando que nenhum tornado é capaz de arrancar a coragem de quem acredita no recomeço.

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